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Juiz de Fora recebe R$ 2,9 milhões em socorro humanitário da União

Juiz de Fora vai receber R$ 2,9 milhões do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para ações de socorro humanitário e restabelecimento de serviços após as fortes chuvas que atingiram Minas Gerais no fim de fevereiro. A cidade, que está em estado de calamidade pública com reconhecimento federal, é a mais afetada no estado em número de vítimas.
Do total aprovado, R$ 2,1 milhões serão destinados à assistência humanitária, com a compra de cestas básicas, kits de higiene e limpeza, colchões e equipamentos de proteção para equipes que atuam nas áreas atingidas. Outros R$ 835,5 mil serão aplicados na limpeza de vias e na retomada de serviços essenciais.
Juiz de Fora soma 65 mortes; Ubá também enfrenta cenário grave
Juiz de Fora registra, até o momento, 65 mortes, além de 8.049 pessoas desalojadas e 535 desabrigadas em decorrência das chuvas. O município é um dos três em Minas com reconhecimento federal de calamidade pública.
Em Ubá, a situação também é crítica. A cidade contabiliza 7 mortes, 1 pessoa desaparecida, 4.480 desalojados e 27 desabrigados. Para o município, os repasses federais somam cerca de R$ 11,8 milhões, distribuídos entre assistência humanitária, restabelecimento de serviços e reconstrução de estruturas públicas danificadas.
Matias Barbosa terá R$ 1 milhão para assistência e R$ 245,9 mil para restabelecimento. Já Cataguases contará com R$ 1,4 milhão destinado à ajuda humanitária.
Além desses municípios, também tiveram reconhecimento federal por situação de emergência as cidades de Cataguases, Ewbank da Câmara, Gouveia, Itamarati de Minas, Água Boa, Divinésia, Senador Firmino e Porteirinha.
Sala de Situação coordena apoio federal
Para acompanhar as ações em Minas Gerais, o Governo Federal instalou uma Sala de Situação no Palácio do Planalto. A medida busca centralizar informações e agilizar o atendimento às demandas apresentadas pelos municípios afetados.
O acesso aos recursos federais exige que estados e prefeituras obtenham o reconhecimento oficial da situação de emergência ou calamidade pública e apresentem plano de trabalho por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), com detalhamento das metas e da aplicação dos valores.
Maria Angélica é estagiária sob supervisão do editor-executivo do Folha JF, Matheus Brum.

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