Zona da Mata entra na pauta do Congresso após tragédia das chuvas

A Câmara dos Deputados instalou uma Comissão Externa para acompanhar os impactos das fortes chuvas que atingiram municípios da Zona da Mata mineira nas últimas semanas. A iniciativa partiu de requerimento da deputada federal Ana Pimentel (PT-MG), que também coordena os trabalhos do grupo.
Parlamentar fez pedido que foi aceito pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PE) (Foto: reprodução / rede social)
Entre as frentes previstas estão o acompanhamento da assistência às famílias atingidas, o monitoramento da liberação de recursos federais, a fiscalização das ações de reconstrução das áreas afetadas e a discussão de políticas de prevenção diante da maior frequência de eventos climáticos extremos.
A comissão realizou sua primeira reunião na tarde da última quarta-feira (4). Entre os deputados que participaram do encontro, estão os deputados mineiros Igor Timo (PSD), Zé Silva (Solidariedade), Ana Paula Leão (PP), Leonardo Monteiro (PT) e Célia Xakriabá (PSOL).
Durante a reunião, Ana Pimentel defendeu a necessidade de fortalecer políticas de prevenção.
“Precisamos defender, enquanto deputados, políticas de prevenção que sejam políticas de Estado, com compartilhamento de responsabilidades entre os três entes da federação. Só assim vamos proteger a população”, afirmou. No encontro também foram aprovados os primeiros requerimentos para a realização de audiências públicas sobre o tema.
Auxílio Emergencial
A Câmara dos Deputados aprovou na tarde desta quinta (5), em turno único, o Projeto de Lei 793/2026, que estabelece medidas emergenciais de apoio às famílias atingidas pelas chuvas na Zona da Mata mineira.
De autoria dos deputados Aécio Neves e Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), a proposta prevê a criação de um auxílio emergencial de R$ 600 mensais, pago ao longo de seis meses, destinado a moradores de municípios com situação de calamidade pública reconhecida que tenham perdido suas moradias.
Pelo texto original, o benefício poderá ser concedido, se aprovado desta maneira, a até dois integrantes de cada núcleo familiar. Os beneficiários devem ter mais de 18 anos, com exceção para casos de mães adolescentes.
A proposta foi votada em regime de urgência e, após aprovação na Câmara, segue agora para análise do Senado.
Autoria do projeto aprovado é dos tucanos Paulo Abi-Ackel e Aécio Neves, respectivamente. (Foto: reprodução / rede social)
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