Obra anunciada para trevo do Cascatinha segue sem início meses após demolição em Juiz de Fora
A intervenção anunciada pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) para reorganizar o trevo da Avenida Dr. Paulo Japiassú Coelho, no bairro Cascatinha, ainda não saiu do papel meses após a demolição de um antigo posto policial no local. A estrutura foi retirada em novembro de 2025, com a promessa de melhorias na segurança e no fluxo da região, mas, até agora, nenhuma obra foi iniciada.
Na época da demolição, o município informou que a retirada do posto permitiria reconfigurar o ponto de ônibus, hoje localizado em uma curva com pouca visibilidade e intenso tráfego de veículos, uma condição considerada de risco para pedestres e usuários do transporte coletivo.
Apesar da justificativa inicial, o intervalo sem intervenções levanta questionamentos sobre o andamento do projeto, especialmente em um ponto que segue com circulação intensa e sem alterações estruturais visíveis.
Prefeitura atribui atraso na obra ao período de chuvas
Procurada, a PJF informou que o projeto de urbanização já foi concluído, mas que a execução depende do fim do período chuvoso. Segundo o município, a decisão busca garantir mais segurança e qualidade durante a realização das obras.
“O projeto já está pronto e o Executivo aguardará o fim do período chuvoso para iniciar a execução com segurança e qualidade”, informou em nota.
Ainda não há, no entanto, uma data definida para o início das intervenções, o que mantém a situação inalterada meses após a retirada da estrutura anterior.
Projeto prevê mudanças no trânsito e no ponto de ônibus
De acordo com o que foi apresentado anteriormente pela Prefeitura, a proposta inclui a ampliação do canteiro central, reorganização do trânsito e melhorias na circulação de pedestres no entorno do trevo.
Uma das principais mudanças previstas é o reposicionamento do ponto de ônibus, justamente para reduzir os riscos associados à atual localização em curva. A intervenção, segundo o município, atende a uma demanda antiga de moradores da região.
Sem o início das obras, porém, as condições que motivaram a intervenção permanecem, e o local segue operando sem as melhorias anunciadas.
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Maria Angélica é estagiária sob supervisão do editor-executivo do Folha JF, Matheus Brum.