Governo de Minas nega recomposição salarial para segurança pública durante audiência na Assembleia
Servidores da segurança pública de Minas Gerais participaram na manhã desta terça-feira (24) de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para cobrar a recomposição salarial das perdas acumuladas nos últimos anos. Durante a reunião, o governo estadual informou que não tem condições de atender ao pedido neste momento e manteve apenas a revisão geral já anunciada para todos os servidores.
A posição do Executivo foi apresentada logo no início do encontro, que reuniu policiais civis, militares, penais, bombeiros e agentes socioeducativos. A resposta provocou reação imediata entre os participantes, que cobraram uma reposição maior e criticaram a falta de avanço nas negociações com o governo estadual.
Servidores cobram reposição e apontam perdas acumuladas
Representantes das categorias afirmaram que os salários acumulam perdas significativas desde 2015. Segundo eles, a recomposição solicitada leva em conta a inflação registrada ao longo da última década e inclui servidores da ativa, aposentados e pensionistas.
Durante a audiência, parlamentares também questionaram a decisão do governo e disseram que o índice oferecido não cobre a diferença acumulada ao longo dos anos. Entidades que representam as categorias afirmaram ainda que a área de segurança pública enfrenta falta de valorização profissional e dificuldades estruturais.
Categorias falam em operação padrão após resposta do governo
Após a negativa do Executivo, representantes de sindicatos e associações afirmaram que a categoria pode adotar medidas de protesto. Entre elas está a possibilidade de trabalho em regime de “estrita legalidade”, conhecido como operação padrão.
Nesse modelo, os servidores passam a atuar apenas dentro do que está previsto nas normas e manuais, sem atividades extras. Segundo as entidades, a medida seria uma forma de pressionar o governo a retomar a discussão sobre a recomposição salarial.
A audiência também tratou da situação da segurança pública no Estado e das condições de trabalho dos profissionais. Parlamentares afirmaram que o tema deve continuar sendo debatido nas próximas semanas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
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Maria Angélica é estagiária sob supervisão do editor-executivo do Folha JF, Matheus Brum.