Quase 780 vistorias solicitadas desde a tragédia em JF ainda não foram atendidas, revela Gabinete de Crise e Resposta

Exatamente dois meses após a tragédia causada pelas fortes de chuvas de 23 de fevereiro em Juiz de Fora e outros municípios na Zona da Mata, o Gabinete de Crise e Resposta se reuniu para abordar o andamento dos trabalhos e questões relacionadas à prevenção, reparação e resposta ao desastre. Na ocasião, foi revelado que já foram solicitadas 8.104 ações de vistoria em áreas de risco no município desde então, sendo que 7.328 foram realizadas. Ou seja, ainda restam 776.
Segundo o tenente-coronel do 4º Batalhão do Corpo de Bombeiros, Fabrício Araujo, a expectativa é de concluir o que falta até o início de maio. “Atualmente nós temos, aproximadamente, 50 profissionais da área de engenharia que realizam essas vistorias em edificações e áreas de risco. Nós estamos falando que mais de 90% das vistorias foram realizadas”, complementa.
Luiz Fernando Martins, coordenador da Defesa Civil Municipal, destaca que o número equivale a mais de oito anos de vistorias do órgão em apenas 60 dias. “Mais de 2 mil delas são diretamente para o programa Compra Assistida, no qual tivemos nessa quarta (22) a aprovação do primeiro projeto com 97 residências, um montante de R$ 19,4 milhões para o município só na parte de habitação. Os planos de restabelecimento e reconstrução já foram enviados para Brasília através da Defesa Civil Nacional. São mais de 40 planos, com cerca de R$ 50 milhões para obras de reconstrução aqui.”
Por sua vez, a Defesa Civil Estadual afirma que permanece com o recolhimento e distribuição de ajuda humanitária e atuando na execução de um contrato de R$ 13 milhões para a região da Zona da Mata com a limpeza urbana, a remoção de resíduos e a mobilidade da população. “Atualmente, nossas equipes estão no Bairro Bom Clima com o maquinário para restabelecimento na rua onde houve o desabamento. Também estamos trabalhando na contratação e execução da compra de kits de recomeço para distribuição para população de Juiz de Fora.”
A Defesa Civil segue com a orientação de não voltar para as casas interditadas, pois ainda há o “risco remanescente”. “A volta dessas pessoas para as residências significa um risco para elas. Se foi feita a vistoria e constatado o risco, essa casa deve permanecer interditada e a pessoa não deve retornar para esse imóvel”, reforça Luiz Fernando.
Em nota, a Prefeitura de Juiz de Fora informou que, para todas as vistorias pendentes, foi realizada ao menos uma tentativa de visita para sua realização, sem que houvesse moradores ou responsáveis para viabilizar o atendimento. “A Prefeitura enfatiza, ainda, que é realizado um contato prévio com os moradores para a realização do serviço e que o horário de atendimento foi ampliado, funcionando inclusive em regime de 24h”, finaliza.
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