Tribuna de Minas

Prestes a fazer show em Juiz de Fora, Yan exalta a força popular do pagode: ‘Nem tudo começa no digital’

Yan se apresenta neste sábado em Juiz de Fora (Foto: Rafael Strabelli/ Divulgação)
Yan começou cantando na igreja, aprendeu disciplina antes de aprender a fazer sucesso e levou uns anos até que o país parasse para ouvi-lo. Quando “Fica com Deus” estourou nas rádios, o cantor carioca de Campo Grande entendeu que tinha virado uma chave – e desde então não parou mais. Hoje, com mais de 3,7 milhões de ouvintes mensais no Spotify e “Textão” no topo das paradas de pagode pela terceira vez, ele acumula uma trajetória que poucos da nova geração conseguiram construir em tão pouco tempo.
O PagodYANdo, projeto que começou como um formato de show no Rio, já passou de 40 mil pessoas em oito edições e virou uma label com turnê nacional confirmada para 2026. Em abril, Yan gravou no Terra SP o DVD “Chegou nosso momento” – o maior da carreira, com Léo Santana, Dilsinho, MC Livinho e Clayton & Romário dividindo o palco. A diversidade de nomes não é acidente: é a mesma lógica de um artista que respeita o pagode, mas não se fecha a ele.
Neste sábado (25), Yan se apresenta em Juiz de Fora no Vibrare Eventos, a partir das 20h, para o Aniversário da Live Produções – festa que conta ainda com Matheusinho, grupo Tá na Mente e grupo Alquimia na programação. Em entrevista à Tribuna, ele falou sobre a formação gospel que ainda carrega para o palco, o crescimento do PagodYANdo, o que “Textão” revelou sobre a força do pagode nas ruas e o que o público pode esperar desta noite.
Tribuna: Você começou cantando na igreja, ainda adolescente, e foi dali que saiu o artista que hoje faz 25 shows por mês. O que dessa formação gospel ainda está vivo no Yan de hoje – na disciplina, na forma de interpretar, na relação com o que canta?
Yan: A Igreja foi essencial para eu aprender disciplina, respeito pela música e, principalmente, verdade na hora de cantar. Até hoje, quando eu subo no palco, eu penso muito na mensagem que eu estou passando, não só na melodia. Além, claro, de ter fortalecido ainda mais a minha fé para seguir realizando sonhos com trabalho, dedicação e muita proteção.
De “Fica com Deus” liderando as rádios ao “PagodYANdo nas Alturas” com ingressos esgotados no Morro da Urca, tem um momento, entre todos esses, em que você olhou para trás e pensou: foi aqui que mudou? Qual foi e o que mudou de fato?
Quando “Fica com Deus” começou a tocar em todos os lugares, eu percebi que tinha virado uma chave. O meu trabalho ganhou uma projeção nacional incrível! Mas não foi só sobre a música estourar, eu entendi também que eu tinha uma responsabilidade ainda maior com aquilo que eu tava construindo. Desde então, vivi outros momentos importantes como esse agora. Como quando anunciamos que a minha label PagodYANdo cresceu e nesse ano vai ter uma agenda nacional. E também há poucos dias quando gravei em São Paulo o maior audiovisual da minha carreira até agora, o “Chegou nosso momento” que, além de celebrar tudo o que vivi na música,  também marca uma nova fsse na minha carreira.
O “Chegou nosso momento” reuniu no mesmo palco Léo Santana, Dilsinho, MC Livinho, Clayton & Romário – artistas de universos bem distintos do pagode. Essa mistura foi uma escolha artística deliberada ou uma consequência natural de como sua carreira foi crescendo? O que você queria que esse DVD dissesse sobre quem você é hoje?
O “Chegou nosso momento” é uma celebração, então nada melhor do que receber artistas que eu acompanho e admiro. Eu reuni artistas de universos diferentes porque acredito que a música hoje conversa muito mais entre gêneros. Esse DVD mostra exatamente quem eu sou hoje: um artista versátil que respeita o pagode, mas que também se conecta com outros estilos sem perder a essência.
PagodYANdo começou como um formato de show no Rio, já reuniu mais de 40 mil pessoas em oito edições e agora vira uma turnê nacional com dez cidades, ações sociais e parceiros de marca. Em algum momento isso deixou de ser só um projeto musical e virou uma operação? Como você separa o Yan artista do Yan que precisa pensar estratégia?
Teve um momento em que ficou claro que tinha virado algo maior, sim. Quando começaram a entrar mais parceiros, crescer equipe, planejamento… deixou de ser só um show e virou uma experiência para o público, o que, consequentemente, exige uma grande operação. E tenho muito orgulho disso! Hoje, além de divertir muito as pessoas, o PagodYANdo é um evento completo que também gera renda e emprego nas cidades em que a gente faz a festa.
“Textão” fez um caminho que vai na contramão do mercado: nasceu nas ruas e nos shows, virou fenômeno nas rádios e só depois chegou ao TOP 100 do Spotify. Num mercado que cada vez mais começa pelo digital, o que o sucesso dessa música te ensinou sobre onde o pagode ainda tem força?
“Textão” me ensinou que o pagode ainda vive muito na rua, no ao vivo, no contato direto com as pessoas. Nem tudo começa no digital. Às vezes começa no boca a boca, no show, na galera cantando junto. Isso mostra que o pagode tem uma força muito orgânica, muito real. O digital é importante, claro, mas ele vem como consequência quando a música conecta de verdade.
Juiz de Fora já te recebeu antes, mas você volta numa fase diferente – depois do DVD mais ambicioso da sua carreira, de turnês na Europa e de números que poucos da nova geração têm. O que um show nesse momento comunica diferente? E o que o público daqui pode esperar desta noite?
Hoje levo pro palco a essência de um menino sonhador, com a experiência de um artista realizando mais do que imaginou. A minha conexão com o público se tornou ainda mais forte! A gente se conhece e entrega o melhor de si em cada show, o que gera uma troca de energia surreal. Agora com muito mais hits na bagagem, em Juiz de Fora, o público pode esperar um show com muita energia, repertório forte e, principalmente, muita conexão com vocês cantando muito “Textão” e outros sucessos.
*Estagiária sob supervisão da editora Cecília Itaborahy
Serviço
Aniversário Live Produções com Mateuzinho, Tá na Mente, Yan e Alquimia 
No sábado (25), às 20h
No Vibrare Eventos (Av. Engenheiro Valdir Pedro Monachesi, 620 – Aeroporto)
Classificação: 18 anos
Ingressos no Central de Eventos
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