Tribuna de Minas

Emprego em Juiz de Fora fecha o primeiro trimestre com saldo negativo

Apesar do resultado positivo em março, Juiz de Fora fechou o primeiro trimestre de 2026 com saldo negativo na criação de empregos formais. De acordo com dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) nesta quarta-feira (29), a cidade registrou 18.896 admissões e 19.298 desligamentos entre janeiro e março, o que resultou em uma perda de 402 postos de trabalho no período.
O desempenho marca uma queda expressiva em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. No primeiro trimestre de 2025, Juiz de Fora registrou saldo positivo de 4.001 vagas, com 22.749 admissões e 18.748 desligamentos. Em 2026, as contratações recuaram 16,9% (18.896), enquanto o percentual de desligamentos subiu 2,9% (19.298). Esse movimento inverteu o resultado e levou o município ao saldo negativo.
Entre os setores, o maior recuo ocorreu em Serviços, que passou de saldo positivo de 3.809 vagas no primeiro trimestre de 2025 para perda de 265 postos em 2026. O Comércio também piorou: havia fechado o primeiro trimestre de 2025 com saldo negativo de 289 vagas e aprofundou a queda para 710 postos perdidos neste ano.
Na direção oposta, a Construção Civil foi o único setor com melhora expressiva, ao avançar de 323 para 489 vagas criadas. A Indústria manteve resultado positivo, mas reduziu o saldo de 184 para 85 postos.
Março evita queda maior no trimestre
Março foi o único mês do trimestre com saldo positivo. Com 6.919 admissões e 6.170 desligamentos, Juiz de Fora criou 749 postos formais de trabalho, alta de 7% em relação às 700 vagas abertas em março de 2025. Na comparação anual, o volume de contratações cresceu 7,9%. Os desligamentos subiram na mesma proporção, passando de 5.715 para 6.170.
A Construção Civil foi o destaque do mês. O saldo mais que dobrou em relação a março de 2025, saindo de 93 para 211 vagas criadas, avanço de 127%. Serviços liderou em volume absoluto, com saldo de 535 postos, resultado 5,3% superior às 508 vagas registradas no mesmo mês do ano anterior.
O Comércio teve o pior desempenho entre os setores em março. Depois de criar 100 vagas em março de 2025, o setor zerou o saldo em 2026, com 1.965 admissões e 1.965 desligamentos. A Indústria permaneceu no positivo, mas recuou de 11 para cinco vagas. A Agropecuária reduziu as perdas, com saldo negativo de duas vagas, ante perda de 12 postos no mesmo período do ano passado.
Minas e Brasil mantêm saldo positivo
Enquanto Juiz de Fora fechou o primeiro trimestre no negativo, Minas Gerais e Brasil mantiveram desempenho positivo na geração de empregos formais em 2026. Em março, Minas abriu 38.845 postos de trabalho com carteira assinada. O resultado foi o segundo maior saldo já registrado pelo estado para o mês na série histórica.
O desempenho mineiro foi resultado de 274.365 admissões e 235.520 desligamentos. Todos os grandes setores da economia fecharam março no positivo, com destaque para Serviços, que liderou a abertura de vagas, com saldo de 17.865 postos. Na sequência aparecem Agropecuária, com 9.722 vagas; Construção, com 4.176; Comércio, com 3.752; e Indústria, com 3.331.
No acumulado do primeiro trimestre, Minas também registrou saldo positivo, embora abaixo do observado no mesmo período do ano passado. Entre janeiro e março de 2026, o estado teve 746.665 admissões e 676.040 desligamentos, com criação de 70.625 vagas formais. No primeiro trimestre de 2025, haviam sido 774.426 contratações e 698.131 desligamentos, o que resultou em saldo de 76.295 postos.
A comparação mostra que o estado continuou criando empregos formais, mas em ritmo menor. O saldo do trimestre caiu 7,4% em relação ao mesmo período de 2025. A redução foi puxada principalmente pela Indústria, cujo saldo passou de 18.430 para 14.259 vagas, e pela Construção, que recuou de 13.253 para 10.481. Serviços, por outro lado, ampliou o resultado, de 32.031 para 33.866 postos criados.
Brasil
No país, o Caged apontou a criação de 228.208 vagas formais em março de 2026, resultado de cerca de 2,5 milhões de admissões e 2,3 milhões de desligamentos. O saldo representa alta em relação a março de 2025, quando o Brasil havia criado 71,5 mil postos com carteira assinada.
O resultado nacional de março foi positivo em quatro dos cinco grandes setores da economia. Serviços liderou a abertura de vagas, com 152.391 postos, seguido por Construção, com 38.316; Indústria, com 28.336; e Comércio, com 27.267. A Agropecuária foi o único setor com saldo negativo, com perda de 18.096 vagas, influenciada pela desmobilização de atividades ligadas ao cultivo da maçã e da soja, segundo o Governo federal.
Entre as unidades da Federação, 24 registraram saldo positivo em março. São Paulo liderou, com 67.876 vagas abertas, seguido por Minas Gerais, com 38.845, e Rio de Janeiro, com 23.914. Na outra ponta, Alagoas perdeu 5.243 postos, Mato Grosso fechou 1.716 vagas e Sergipe teve saldo negativo de 338.
No acumulado de janeiro a março, o Brasil criou 613.373 empregos formais em 2026. O resultado ficou abaixo do primeiro trimestre de 2025, quando o país havia registrado saldo de 654 mil vagas, com 7,13 milhões de admissões e 6,48 milhões de desligamentos. Assim como em Minas, o mercado de trabalho nacional permaneceu positivo, mas com desaceleração no ritmo de abertura de postos.
O setor de Serviços concentrou a maior parte da geração de empregos no trimestre, com saldo de 382.229 vagas em 2026. O Comércio foi o único segmento com resultado negativo no acumulado do ano, ao registrar 19.525 desligamentos a mais do que admissões.
*Estagiária sob a supervisão da editora Carolina Leonel
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