Zona da Mata

Metade do esgoto em Juiz de Fora continua sem tratamento

Em Juiz de Fora, apenas 50% do esgoto é devidamente tratado antes de ser lançado em rios e córregos. O dado, divulgado pela Companhia de Saneamento Municipal (Cesama), permanece igual ao do ano passado, evidenciando uma falta de progresso na área de saneamento da cidade.

Recentemente, Juiz de Fora ocupa a 59ª posição no Ranking do Saneamento 2026, do Instituto Trata Brasil, tendo como base dados de 2024 do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa). Entre os oito municípios mineiros analisados, a cidade só supera Contagem e Ribeirão das Neves. Comparando-se com outras cidades grandes do estado, como Uberlândia e Belo Horizonte, a situação de Juiz de Fora é alarmante.

Desafios em Saneamento e Metas Futuras

Faltando sete anos para o prazo dado pelo Marco Legal do Saneamento, onde se espera que 90% dos esgotos sejam tratados, Juiz de Fora ainda enfrenta desafios significativos. Um estudo adicional da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) posiciona a cidade na terceira categoria, que indica ‘empenho para universalização’ do saneamento, com uma pontuação de 424,60 em um máximo de 500. Essa classificação é preocupada, pois apenas 24,90% do esgoto está tratado em relação à água consumida.

A companhia responsável, a Cesama, sugere que o índice de tratamento, que considera o esgoto referido à água consumida, muitas vezes não reflete a real situação. A empresa indica que, se o índice fosse calculado em comparação com o esgoto total gerado, o tratamento atingiria cerca de 31% em 2024.

Apesar dos indicadores preocupantes, a Cesama possui metas otimistas. Segundo a companhia, o tratamento de esgoto atualmente está na casa dos 50%, com o objetivo de alcançar 75% até o final de 2028. Para tanto, várias ações estão sendo implementadas, incluindo projetos para encaminhar esgoto de bairros para a macroinfraestrutura de rede de interceptores já existentes.

Além dessas iniciativas, a prefeita Margarida Salomão anunciou a busca de um novo financiamento para obras de contenção que não devem comprometer os investimentos destinados ao tratamento de esgoto. A melhoria no saneamento básico é urgente, considerando que os dados mostram que a cidade apresenta taxas de internações superiores à média de outras cidades em estágios de desenvolvimento semelhantes.


Com informações de Tribuna de Minas.

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