Café da manhã: proteínas e fibras para emagrecer de forma saudável

A escolha do que comer na primeira refeição do dia pode influenciar diretamente fatores como saciedade e saúde intestinal, além de impactar no emagrecimento. Uma pesquisa publicada em fevereiro no British Journal of Nutrition aponta que dietas ricas em proteínas e em fibras podem ajudar na perda de peso, porém com efeitos distintos. Isso demonstra que não basta simplesmente alimentar-se pela manhã; a qualidade dos alimentos é essencial.
O estudo envolvendo 19 pessoas com sobrepeso acompanha duas dietas distintas focadas no emagrecimento, cada uma por um período de 28 dias. Uma das dietas era composta por ingredientes ricos em proteínas, enquanto a outra contava com maior quantidade de fibras. Nos dois grupos, 45% da ingestão calórica era concentrada no café da manhã.
Resultados das Dietas
As evidências mostraram que ambas as dietas contribuíram para a perda de peso, mas de maneiras diferentes. A estratégia rica em proteínas foi mais eficaz em reduzir o apetite ao longo do dia, enquanto a dieta rica em fibras promoveu um aumento nas bactérias benéficas do intestino, como as bifidobactérias, que ajudam na saúde intestinal e na redução de inflamações.
De acordo com Lilian Curvello, gastroenterologista do Hospital Israelita Albert Einstein, a interação complementar entre proteínas e fibras é evidente. As proteínas são capazes de aumentar a saciedade estimulando hormônios que ajudam a diminuir a fome. Por outro lado, as fibras, especialmente as fermentáveis, beneficiam a microbiota intestinal e promovem a produção de compostos que são positivos para a saúde metabólica.
“Um café da manhã equilibrado, que contenha entre 20 a 30 gramas de proteína e boas fontes de fibras, pode ajudar a prolongar a sensação de saciedade, estabilizar a glicemia e beneficiar o funcionamento intestinal”, sugere Curvello.
Contudo, é importante tratar os resultados do estudo com um certo ceticismo. Realizado com um número reduzido de participantes e por um período limitado, as conclusões não podem ser amplamente aplicadas. Os tipos de alimentos utilizados nos protocolos também são diferentes da dieta real da maioria das pessoas, o que limita a aplicabilidade das descobertas na vida diária.
A especialista reforça: “Embora os dados tenham lógica do ponto de vista fisiológico, eles devem ser lidos como sugestões iniciais, não como uma orientação definitiva para todos os públicos.”
Com informações de Tribuna de Minas.



