Juiz de Fora

Ex-monitor é preso por crimes sexuais em São João Nepomuceno

A Justiça de Minas Gerais determinou a prisão preventiva de um ex-monitor da Escola Municipal Cívico-Militar Três Marias, localizada em São João Nepomuceno. O profissional é investigado por supostos crimes sexuais praticados contra crianças e adolescentes. A decisão, que ocorreu na última quarta-feira (22), foi resultado de uma denúncia criminal apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

O caso veio à tona quando pais de alunos denunciaram situações inadequadas envolvendo o ex-monitor e adolescentes da instituição. O Ministério Público apontou diversas acusações, incluindo estupro de vulnerável e aliciamento, essenciais para o andamento dos procedimentos legais que envolvem o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Indícios e Risco de Reiteração Criminosa

A juíza responsável pelo caso elucidou que há evidências suficientes que justificam a prisão preventiva, com o intuito de proteger as vítimas e impedir novos delitos. Em seu despacho, é mencionado o alegado relacionamento do monitor com uma garota de apenas 11 anos, quando ele já contava com 22. O suspeito tentava manter esse laço em segredo e usava aplicativos que têm a funcionalidade de excluir mensagens automaticamente.

As investigações revelaram ainda que ele teria fornecido pílulas do dia seguinte após as relações, evidenciando a gravidade das ações. A decisão judicial também ressalta que o ex-monitor desrespeitou ordens de afastamento, ao enviar mensagens para a jovem, mesmo após ser informado sobre as restrições, chegando a mencionar fugas e um possível retorno ao relacionamento quando a vítima completasse 14 anos.

Outras denúncias em São João Nepomuceno motivaram o fortalecimento da decisão pela prisão preventiva. Ademais, existe uma nova investigação sobre outro caso envolvendo outra criança, que ainda está sob apuração. Tal informação contribuiu para a percepção de risco de novos crimes, justificando a medida cautelar.

O processo tramita em segredo de Justiça devido à sensibilidade das vítimas envolvidas. A identidade delas está sendo resguardada em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente. A Prefeitura de São João Nepomuceno, por sua vez, já afirmou que o monitor era um contratado temporário e que foi desligado após as primeiras denúncias, além de afirmar que está colaborando com as investigações.


Com informações de Folha JF.

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