Economia

CNI mantém projeção de 2% para o crescimento do PIB em 2023

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reafirmou a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2% para este ano. A estimativa foi divulgada no Informe Conjuntural do segundo trimestre de 2023 e reflete um crescimento moderado da economia, impulsionado principalmente pelos setores de indústria extrativa, agronegócio e pela resiliência dos serviços.

Embora o cenário geral apresente alguns pontos positivos, a CNI alerta que fatores como taxas de juros elevadas, inflação persistente, aumento nos custos de produção e crescimento das importações podem limitar uma recuperação econômica mais intensa. Mario Sergio Telles, diretor de Economia da CNI, destacou que o avanço continuará a ser sustentado por atividades relacionadas a commodities e incentivos à demanda.

Expectativa de inflação e seu impacto

A CNI também revisou para cima suas previsões de inflação, que agora refletem a pressão contínua de alimentos, combustíveis e serviços sobre os preços ao consumidor. Apesar do crescimento esperado na arrecadação federal, o aumento das despesas públicas deve manter a situação fiscal do governo frágil, com um endividamento elevado. As projeções financeiras indicam um PIB estimado em 2%, uma inflação medida pelo IPCA saltando de 4,4% para 5%, e um déficit primário previsto em R$ 55,3 bilhões para 2026.

O setor industrial, conforme a CNI, terá um crescimento revisionado de 2,1%. A indústria extrativa, especialmente a do petróleo, deverá contribuir significativamente para esse avanço, enquanto os segmentos da indústria de transformação continuam a enfrentar desafios impostos pela concorrência de importações e pelo aumento dos custos de produção.

No segmento agropecuário, a expectativa de uma safra recorde em soja e crescimento na produção animal levaram a CNI a elevar suas projeções para 1,8%. O setor de serviços também se beneficia da expansão do varejo e do mercado de trabalho, mas enfrenta o desafio do aumento da inadimplência.

Por fim, a CNI ajustou suas previsões de juros, sinalizando cortes muito tímidos na taxa Selic ao longo de 2026, prevendo que a política monetária permaneça restritiva por mais tempo, às voltas com a inflação e a deterioração fiscal. O contexto internacional permanece incerto, com a guerra no Oriente Médio impactando custos que podem afetar as exportações brasileiras.


Com informações de Agência Brasil.

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