Fiscalização em Juiz de Fora fecha padarias e descarta alimentos

Na terça-feira (21), três estabelecimentos alimentícios em Juiz de Fora foram interditados pelo Departamento de Vigilância Sanitária (Dvisa), da Prefeitura Municipal. Dentre as operações, a fábrica D+ Pães, situada no Bairro São Mateus, recebeu a penalidade máxima, resultando na suspensão total de suas atividades. As padarias Requinte e Boníssima, localizadas no Alto dos Passos, tiveram somente as áreas de manipulação e produção interditadas.
Durante a fiscalização, foram descartados 828 quilos de produtos impróprios para o consumo. O levantamento feito pela PJF indica que 470 quilos foram eliminados na Padaria Requinte, 270 quilos na Boníssima e 88 quilos na D+ Pães. O objetivo da ação foi proteger a saúde da população, evitando a comercialização de alimentos que não atendem às normas de segurança alimentar.
Irregularidades e ações educativas
As inspeções revelaram problemas higiênico-sanitários nos três estabelecimentos, apontando práticas inadequadas na manipulação de alimentos e a presença de sujeira e pragas. Além disso, foi constatada a falta de alvará sanitário, e produtos com prazos de validade vencidos eram encontrados armazenados.
Após as interdições, as duas padarias poderão operar somente como mercearias e lanchonetes, desde que vendam produtos de empresas que estejam devidamente licenciadas. No caso da D+ Pães, o local permanecerá fechado até que as situações de risco sejam adequadamente corrigidas e reavaliadas pela Vigilância Sanitária.
A PJF oferece periodicamente capacitações sobre boas práticas para a manipulação e venda de alimentos, visando a formação de profissionais do setor, como representantes de bares, restaurantes e mercados. A última edição deste curso ocorreu em 2026, baseada na Resolução RDC n° 216/2004 da Anvisa, abordando temas como higiene, armazenamento seguro e controle de pragas.
A população pode reportar irregularidades sanitárias pelo portal Prefeitura Ágil ou diretamente no Dvisa, localizado na Rua Antônio José Martins, nº 92. A Secretaria de Saúde salienta que somente as informações veiculadas pelos canais oficiais são verdadeiras, alertando contra conteúdos fraudulentos ou gerados por inteligência artificial que circulam nas redes sociais.
Com informações de Tribuna de Minas.


