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Greve dos ônibus em Juiz de Fora está descartada? Votação na quarta é decisiva

Nesta quarta-feira (17/09), a ameaça de greve dos ônibus em Juiz de Fora pode ser totalmente descartada. Isso porque os rodoviários vão ter assembleia para definir se vão aceitar a proposta apresentada pelo Ministério do Trabalho e aceita pelo Sindicato dos Rodoviários (Sinttro) na última segunda-feira (15/09).
A assembleia, que ocorre em dois turnos, de manhã e de tarde, será decisiva para o desfecho desta negociação que começou no final de julho. Caso a categoria aprove, já passa a valer. Caso a categoria negue, a greve dos ônibus em Juiz de Fora pode ser remarcada seguindo o que determina a Lei de Greve.
Qual a proposta que será analisada?
O acordo prevê reajuste salarial de 6,18% retroativo ao mês de julho, além de vale-alimentação no valor de R$ 510. Outro ponto da negociação é um ticket extra de R$ 400 para motoristas que trabalham sem cobrador. O acordo coletivo terá duração de dois anos e prevê novo reajuste em 2026, com correção pela inflação.

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Como estão os bastidores?
O Folha JF conversou com pessoas envolvidas diretamente nesta negociação. A visão de duas pessoas que participaram de todas as rodadas de negociação é de que o Sinttro aceitará a proposta desta segunda. Caso a previsão de confirme, se acaba a chance de greve dos ônibus em Juiz de Fora.
Quais as possibilidade de uma greve dos ônibus em Juiz de Fora?
Nesta terça-feira (16/09), quando a reportagem foi escrita, a possibilidade é pequena. A previsão é que os rodoviários aceitem a proposta apresentada.
Histórico de negociação
No final de julho, quando as negociações começaram, os rodoviários queriam 12% de reajuste salarial. 6% de reajuste pela inflação e 6% de ganho real. O Consórcio Via JF ofereceu 2,5%.
Na segunda rodada, o Consórcio subiu o reajuste para 4,7%. Na terceira rodada, a empresa ofereceu 5%. Em ambas, o Sinttro rejeitou a proposta.
Na quarta rodada, o Ministério do Trabalho propôs reajuste de 5,18% sobre salários e ticket, intervalo intrajornada de 2h30, ticket extra de R$ 400,00 e manutenção da data-base da categoria. A proposta foi rejeitada.
Na quinta rodada, o Consórcio Via JF subiu a proposta para reajuste de 5,6% até janeiro de 2026. A partir de janeiro, o reajuste chegaria a 6%. Outros benefícios também foram discutidos. No entanto, não houve acordo com o Sindicato.
Na sexta rodada, o Consórcio Via JF subiu o reajuste para 6,18%, mas reduzindo o ticket extra de R$ 400,00 para R$ 350,00. O Sinttro também diminuiu a pedida, 7,5% de reajuste e manutenção do ticket extra em R$ 400,00.
Na sétima rodada, o Ministério do Trabalho resolveu propor uma solução para as partes, oferecendo reajuste salarial de 5,68% retroativo a julho. A partir de janeiro, o salário teria um acréscimo de 0,5%. O ticket saltaria de R$ 477 para R$ 510 e haveria ticket extra para os motoristas que trabalham sem cobrador no valor de R$ 400. Todos os aumentos dão em torno de 7%, próximo dos 7,5% que querem os Rodoviários.
Na oitava rodada, o Ministério propôs reajuste salarial de 6,18% retroativo ao mês de julho, além de vale-alimentação no valor de R$ 510. Outro ponto da negociação é um ticket extra de R$ 400 para motoristas que trabalham sem cobrador. O acordo coletivo terá duração de dois anos e prevê novo reajuste em 2026, com correção pela inflação.
Essa última proposta será analisada pela categoria.

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