Juiz de Fora

Greve de Professores em Juiz de Fora Resulta em Acordo

Após 48 horas de paralisação nas escolas municipais, a Prefeitura de Juiz de Fora e o Sindicato dos Professores (Sinpro-JF) chegaram a um entendimento sobre algumas das reivindicações apresentadas. A greve ocorreu nos dias 18 e 19 de outubro e teve a adesão de 92% dos professores, que também realizaram um ato em frente à Prefeitura, visando chamar a atenção para suas demandas.

Entre as principais pautas discutidas estavam as verbas rescisórias em atraso, progressões funcionais, adicionais pendentes e diversos problemas relativos aos pagamentos dos educadores. As negociações evoluíram após uma série de reuniões entre a administração municipal e os representantes do sindicato, culminando na divulgação de um cronograma para a regularização de algumas pendências.

Pagamentos e Nomeações Definidos

De acordo com o novo acordo, as verbas rescisórias começarão a ser pagas em setembro de 2026, divididas em quatro lotes, seguindo a ordem cronológica dos desligamentos. Além disso, as progressões funcionais pendentes serão implementadas na folha de pagamento, começando pelas de janeiro e fevereiro em agosto, seguidas pelas de março em setembro e de abril em outubro.

Outro ponto relevante foi a mudança no cronograma para nomeações dos profissionais efetivos, que ocorrerão em janeiro de 2027. As nomeações dos aprovados no concurso serão feitas antes de novas contratações programadas para o ano letivo seguinte, garantindo que este processo seja priorizado.

Quanto ao adicional de 20% que alguns professores recebem, as inclusões referentes a junho serão pagas em agosto e as de julho em setembro. Para aqueles que recebem valores retroativos, haverá um pagamento parcelado: 40% serão quitados de setembro a dezembro em quatro parcelas mensais, e os 60% restantes entre janeiro e fevereiro de 2027.

Um novo encontro entre a Prefeitura e o Sinpro-JF está agendado para 19 de outubro, onde deverá haver continuidade nas discussões sobre outras reivindicações ainda pendentes. A greve serviu como um importante momento de mobilização entre os educadores, que também levantaram questões como triênios, pagamento do PNE e a situação dos trabalhadores terceirizados nas escolas.


Com informações de Folha JF.

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