PM é denunciado por feminicídio de colega em Belo Horizonte

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) formalizou, no último sábado (29), a denúncia contra o sargento da Polícia Militar, Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, pelo feminicídio da capitã Michele Leão Azevedo em Belo Horizonte. O crime aconteceu em julho e, além de feminicídio, o sargento também responde por fraude processual, três crimes de lesão corporal e tráfico de drogas.
De acordo com o MPMG, o crime foi contextualizado dentro de um cenário de violência doméstica. Segundo as investigações, Eduardo teria assassinado a capitã por razões fúteis e de maneira cruel, usando asfixia e recursos que impossibilitaram a defesa da vítima. A denúncia mencionou que Michele era mãe, um agravante na forma como o crime foi cometido.
Agressões anteriores e cena do crime
Provas indicam que a capitã já havia sofrido agressões em pelo menos três oportunidades antes de sua morte, todas registrados no mesmo mês. As violências foram perpetradas com objetos contundentes, e a vítima buscou atendimento médico devido às lesões na ocasião.
No dia do crime, o casal estava em uma confraternização em seu apartamento. O sargento começou a apresentar comportamentos agressivos, interrogando a capitã sobre mensagens em seu celular, o que gerou uma discussão entre os presentes. Na madrugada seguinte, Eduardo agrediu Michele com um bastão de madeira no quarto, utilizando também asfixia, conforme os relatos do Ministério Público.
A autópsia revelou que a capitã apresentava múltiplas fraturas e lesões espalhadas pelo corpo, evidenciando a gravidade da violência. Após o ataque, o sargento alterou a cena do crime, lavando os lençóis e descartando objetos utilizados nas agressões, além de apagar mensagens do celular da vítima.
Eduardo ainda tentou levar Michele ao hospital, mas ela já havia falecido antes da chegada, o que foi confirmado pelos médicos. O sargento foi preso no local após o médico de plantão denunciar a situação às autoridades. Durante a detenção, ele tentou se desfazer de comprimidos de ecstasy que possuía.
O MPMG requisitou que Eduardo seja submetido ao júri popular e também pediu a reparação de, pelo menos, R$ 50 mil pelas consequências do ato criminoso. A Promotoria solicitou a preservação do sigilo sobre partes do processo para proteger a identidade da vítima.
Com informações de Tribuna de Minas.

