Economia

Greve na Caixa e paralisação no Banco do Brasil iniciam hoje

Nesta quinta-feira (10), os trabalhadores da Caixa Econômica Federal deram início a uma greve nacional por período indeterminado. Ao mesmo tempo, o Banco do Brasil faz uma paralisação parcial, afetando apenas as bases sindicais que não aceitaram a proposta de acordo apresentada.

Essa mobilização decorre de meses de diálogo entre os bancos e os representantes dos funcionários. O descontentamento se intensificou após a assinatura da nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e entidades sindicais na quarta-feira (9). O acordo contempla uma compensação integral da inflação, conforme medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescentando um aumento real de 0,6% para os anos de 2026 e 2027.

Cobranças na Caixa e resposta do BB

No caso da Caixa, os bancários rejeitaram a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e decidiram pela greve. De acordo com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), mais de 90% das bases sindicais não aceitaram a proposta do banco. Entre as reivindicações, destaca-se a necessidade de melhorias no plano de saúde, Saúde Caixa, além de outros itens específicos que vêm sendo debatidos desde junho.

A Caixa, por sua vez, afirmou em nota que permanecerá aberta ao diálogo e que uma nova rodada de negociações foi agendada para a mesma data do início da greve. Até que haja avanços significativos, as entidades sindicais orientarão a continuidade da paralisação. O Sindicato dos Bancários de São Paulo informou que já houve 13 rodadas de negociações, que culminaram na nova CCT, porém os empregados da Caixa exigem questões peculiares do ACT da instituição.

Já no Banco do Brasil, a instabilidade não atinge todo o território nacional. A mobilização diz respeito especificamente às localidades cujos sindicatos recusaram a proposta da CCT. A lista inclui cidades como Brasília, Rio de Janeiro e Porto Alegre, entre outras. O banco também destaca que participou da mesa de negociações junto à Fenaban e mantém discussões exclusivas sobre seus trabalhadores.

A nova CCT, válida até 31 de agosto de 2028, abrange cerca de 414 mil bancários de aproximadamente 3,6 mil municípios, envolvendo 171 bancos. Além da reposição do INPC e aumento real, a convenção estabelece reajustes em salários e benefícios, além de medidas para saúde mental e proteção contra assédio.

Durante a greve, a Caixa e o Banco do Brasil recomendam que seus clientes utilizem canais digitais e serviços de autoatendimento, assegurando que algumas operações poderão ser realizadas sem a necessidade de visitar agências físicas.


Com informações de Agência Brasil.

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