Mendonça elimina sigilo em caso Master por solicitação de Fachin

O ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF) revogou o sigilo do inquérito que investiga fraudes associadas a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e a outros 14 processos relacionados, sob pedido do presidente da Corte, Edson Fachin. A decisão foi tomada após um despacho de Fachin na quinta-feira (10), que também requisitou que os documentos fossem compartilhados com os outros ministros do STF.
Apesar da revogação, Fachin assegurou que continuaria a proteger documentos cuja divulgação pudesse comprometer a investigação. Mendonça confirmou que medidas administrativas estavam sendo tomadas para o envio completo dos autos aos gabinetes dos demais integrantes da Corte.
Defesa da transparência e sequência de procedimentos
No dia anterior, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou apoio à quebra do sigilo das investigações do caso Master. Afirmou que a gravidade das acusações justifica que os nomes dos envolvidos sejam revelados publicamente, incluindo possíveis relações que envolvem membros da Suprema Corte. Lula ainda elogiou a atitude de Fachin, considerando fundamental a ordem nos procedimentos e a transparência nas apurações.
O Supremo agendou para terça-feira (15) uma sessão em plenário dedicada a deliberar se as mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Vorcaro devem ser investigadas ou se o caso deve ser arquivado. O pedido para essa análise veio de Mendonça, já que as votações de Fachin e Cármen Lúcia são consideradas cruciais para a decisão final.
Ministros conversaram sobre os melhores formatos para a sessão, e enquanto alguns defendem uma audiência pública, outro grupo opta por uma discussão fechada. Moraes demonstrou intenção de se manifestar publicamente acerca da situação, mas sua declaração foi cancelada momentos antes. Informações indicam que ele poderia abordar o inquérito das fake news em sua fala, cuja data continua indefinida.
Além disso, questionamentos surgem sobre a participação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, no julgamento, após a Ordem dos Advogados do Brasil solicitar seu afastamento devido a menções em relatórios da investigação. O embate promete ser acirrado, com visões opostas sobre a continuidade ou arquivamento do processo contra Moraes.
Com informações de Tribuna de Minas.


