Zona da Mata

Agosto registra temperaturas históricas, alerta Copernicus

O Observatório Climático Copernicus anunciou, em seu novo boletim, que agosto deste ano foi o mês mais quente já documentado na história, com temperaturas que a Terra não experimentava há pelo menos 100 mil anos. Embora as medições instrumentais tenham começado na década de 1940, evidências de núcleos de gelo, anéis de árvores e corais permitem que cientistas analisem os diferentes climas do passado. Segundo Samantha Burgess, do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo, a humanidade não atingiu temperaturas tão elevadas nesse intervalo de tempo.

O relatório destaca também que as temperaturas do oceano alcançaram níveis recordes pelo terceiro mês consecutivo. Em agosto, a temperatura média do ar foi de 16,96°C, superando o antigo recorde de julho de 2023 por uma margem de 0,01°C. Essa elevação de temperaturas está interligada com o ciclo climático em torno do fenômeno El Niño, que deve ter sua versão mais intensa iniciando em outubro deste ano.

Impactos climáticos e a necessidade de ação

Na Califórnia, o avanço do mar causou estragos, como evidenciado pela casa do ator Nicolas Cage, que ficou ameaçada pela abertura de uma cratera causada pelas ondas. No Brasil, apesar da atenção voltada para a crise no Supremo Tribunal Federal, o debate ambiental precisa continuar relevante, especialmente entre os candidatos aos cargos políticos. A instabilidade climática impacta diretamente comunidades, ecossistemas e economias locais.

Recentemente, o Sul e o Sudeste do Brasil foram atingidos por chuvas intensas e até tornados, especialmente no Estado do Paraná. O Centro-Oeste enfrenta um nível de umidade relativa do ar abaixo das normas da Organização Mundial da Saúde. Essa desordem climática deve ser uma prioridade contínua no debate político e social.

Em Juiz de Fora, que sofreu com temporais que causaram a morte de 66 pessoas e desalojaram milhares em fevereiro, as ações de recuperação seguem em andamento. É imprescindível que todos os setores se unam para enfrentar os desafios climáticos futuros. A vice-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Mariângela Marcon, destacou que a região deve aproveitar a crise como uma chance de aprimorar a capacidade de prevenção e investir na infraestrutura, condições essenciais para um crescimento industrial sustentável.


Com informações de Tribuna de Minas.

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