Regras e guias no Parque de Ibitipoca: tudo que você precisa saber

O Parque Estadual de Ibitipoca, situado em Lima Duarte, Zona da Mata mineira, é um destino popular para os amantes da natureza e oferece três circuitos tradicionais que podem ser percorridos sem a obrigatoriedade de um guia. No entanto, algumas situações específicas exigem o acompanhamento de um condutor credenciado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF).
A unidade, famosa por suas trilhas e mirantes, recomenda que visitantes busquem um guia para atividades com maior risco, como a exploração de grutas. Nos casos em que a presença de um guia é necessária, este deve ter a devida autorização do IEF, institutando que somente profissionais credenciados têm permissão para atuar como condutores dentro do Parque.
Quando é preciso um guia credenciado?
Ati atualmente, as trilhas das Águas, do Pico do Pião e da Janela do Céu podem ser utilizadas de forma autoguiada, mas o Parque tem uma atividade sazonal chamada “Nascer do Sol no Pião”, realizada entre junho e agosto, que requer acompanhamento de um profissional credenciado. O IEF também informa que a lista completa de guias autorizados pode ser encontrada em seu site oficial, e a contratação deve ser feita diretamente entre o visitante e o guia.
É importante esclarecer que um guia de turismo — que possui formação técnica e deve estar registrado no Cadastur — não é automaticamente habilitado a atuar como condutor em unidades de conservação, como deixa claro a Portaria nº 25/2022 do IEF. As funções são distintas, sendo o condutor responsável pela condução segura em áreas de visitação, assegurando a preservação e o respeito ao meio ambiente.
Para se tornar um condutor credenciado, os interessados devem demonstrar formação específica através de cursos sobre meio ambiente e cultura, além de cumprir uma série de exigências, incluindo a apresentação de documentos pessoais e atestado médico de aptidão física durante o processo de habilitação.
O IEF esclarece que a obrigatoriedade do guia pode ser aplicada em unidades de conservação somente com justificativas técnicas e ao passar por análise da Gerência de Criação e Manejo de Unidades de Conservação, o que, no caso do Parque de Ibitipoca, não se aplica aos circuitos tradicionais.
Com informações de Tribuna de Minas.

