Pular para o conteúdo
Segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Desafios nas escolas estaduais de JF: sobrecarga e cobranças

Por Redação Segue Dicas 3 min de leitura
WhatsApp Facebook
Notícias
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

A Tribuna de Minas entrevistou diversas escolas estaduais em Juiz de Fora, buscando entender as principais dificuldades enfrentadas por essas instituições. A maior parte das respostas, no entanto, foi limitada, com funcionários afirmando que precisavam de autorização da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) para se pronunciar. Algumas escolas não atenderam ou forneceram números de contato que não estavam funcionais. Assim, as informações sobre a realidade nas escolas vieram com dificuldade.

Um aluno de uma escola da Zona Leste, que não quis ser identificado, destacou a falta de quadra esportiva, que impossibilita a prática de educação física: ‘Literalmente não tem quadra. Quando chove, alaga. Já se passaram dez anos nessa situação,’ comentou. Outro servidor pediu que a melhoria na participação dos pais na vida escolar fosse buscada, sem se aprofundar em outros aspectos. Essa preocupação com a supervisão e o acompanhamento familiar foi ressaltada, mas sem mencionar os problemas estruturais.

Funcionários sentem pressão e sobrecarga

O vice-diretor de uma das escolas admitiu interesse em discutir a situação, mas solicitou que o pedido de contato fosse feito por e-mail, impactando a agilidade na comunicação. A relação entre a gestão das escolas e a SEE é evidenciada pelo direcionamento aos canais oficiais para tratar de entrevistas, restringindo o diálogo.

Maycon Eduardo de Oliveira, diretor da Escola Estadual Padre Frederico Vienken, comentou sobre as boas condições estruturais da escola, mas destacou que a participação comunitária é um desafio a ser superado: ‘A interação das famílias e da comunidade é crucial para o desenvolvimento dos alunos.’ Essa ênfase em collaboration e envolvimento reflete uma preocupação constante nas discussões educativas, mas sem soluções concretas para os desafios enfrentados.

Por outro lado, Luiz Rogério de Paula Júnior, professor do Instituto Estadual de Educação, criticou a realidade dos educadores e a motivação dos alunos, que, segundo ele, se deixa levar por soluções fáceis; ‘Professores, sobrecarregados e exaustos, acabam elaborando avaliações mais simples, o que limita a avaliação do real aprendizado dos alunos.’ Além disso, a burocracia e a falta de suporte correto foram citadas como entraves para a eficácia educacional.

Em conversas com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), constatou-se que as principais demandas incluem precarização das condições de trabalho e redução da autonomia das instituições. A quantidade excessiva de alunos por sala e a falta de infraestrutura são problemas recorrentes, intensificados por cobranças por resultados que não respeitam a realidade de cada escola.


Com informações de Tribuna de Minas.

Mais de Zona da Mata

Enviar no WhatsApp