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Segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Quando investigar riscos hereditários de câncer: saiba mais

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Saúde
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

De 5% a 10% dos cânceres têm vínculo com fatores hereditários, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Os tipos de câncer mais associados à genética incluem os de mama, ovário, intestino, próstata e pâncreas, pois alterações genéticas foram identificadas que aumentam a probabilidade de desenvolvimento desses tumores em membros da mesma família.

No entanto, a detecção do câncer em um parente não implica necessariamente que outros familiares devem realizar exames imediatos. O reconhecimento de uma síndrome de câncer hereditário parte do histórico médico e do padrão de câncer na família, conforme esclarece o médico epidemiologista Arn Migowski.

A análise é relevante em casos onde múltiplos diagnósticos surgem em um mesmo lado da família, diagnósticos precoces, ou quando uma mesma pessoa apresenta mais de um tumor primário. Por exemplo, para o câncer de mama, devem ser considerados os casos em homens, diagnósticos em mulheres jovens ou tumores em ambas as mamas.

Sinais de alerta para investigação genérica

Além disso, quando se observa histórico familiar significativo de câncer de ovário, especialmente correlacionado com tumores triplo-negativos, é um sinal para avaliação detalhada. No câncer colorretal, diagnósticos precoces e casos de múltiplos pólipos podem indicar predisposição hereditária, como a síndrome de Lynch, que está ligada ao aumento do risco de tumores em diferentes órgãos.
Quando há suspeita, a conduta inicial é um teste genético em quem já apresentou a doença, seguido pelo aconselhamento para os familiares.

Esse modelo de avaliação é conhecido como teste em cascata. Caso a variante genética seja identificada, os membros da família podem ser testados de forma direcionada, tornando o processo mais eficaz e menos oneroso. A ausência de mutações em uma pessoa saudável geralmente direciona a prática em outra direção, sendo investigados casos de alta relevância familiar.

Se uma predisposição hereditária for confirmada, o rastreamento pode ser iniciado em idades mais jovens ou em frequências superiores às normas gerais. Nesse cenário, recomenda-se, por exemplo, a realização de ressonâncias magnéticas para vigilância de câncer de mama ou colonoscopias em intervalos menores para câncer colorretal.

Realizar mais exames do que o necessário pode resultar em falsos positivos e estresse adicional, além de expor os pacientes a procedimentos e tratamentos que não seriam indispensáveis.

Dessa maneira, consultas e avaliações devem ser realizadas por um profissional da saúde capacitado, que levará em consideração tanto o histórico familiar quanto os hábitos individuais.


Com informações de Tribuna de Minas.

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