Médicos da UPA São Pedro e UPA Santa Luzia estão com salários atrasados
Os médicos das UPA São Pedro e UPA Santa Luzia, em Juiz de Fora, estão com salários atrasados e discutem internamente uma possível paralisação ou operação-tartaruga caso os pagamentos não sejam regularizados até a próxima semana. As unidades são administradas pelo Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ), responsável por contratar os profissionais por meio de pessoa jurídica.
De acordo com os médicos, o acordo prevê o pagamento todo dia 20, mas o valor não foi repassado neste mês. A situação, segundo relatos obtidos pelo Folha JF, tem gerado forte insatisfação entre os profissionais, que consideram reduzir o ritmo de atendimento ou até suspender as atividades parcialmente, mantendo apenas o mínimo legal de 30% do efetivo, em caso de greve.
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Maternidade alega falta de repasse; Prefeitura nega atraso
A direção do Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus informou, em nota, que ainda não recebeu o repasse mensal da Prefeitura de Juiz de Fora, o que teria motivado o atraso no pagamento dos médicos.
“As UPAs são administradas por contrato com a Prefeitura. Para pagamento, os gestores aguardam repasse da verba pela PJF”, informou a instituição, em nota.
Por outro lado, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) nega qualquer atraso.
“A Secretaria de Saúde informa que o hospital, responsável pelos pagamentos, recebe os repasses da pasta para este fim. Ressaltamos, ainda, que, após o recebimento das notas fiscais enviadas pela instituição, o prazo da PJF para efetuar o repasse é de até 30 dias, prazo que vem sendo cumprido rigorosamente, como é o caso atual”, informou em nota.
As declarações contraditórias entre as duas instituições deixam os profissionais em meio a um impasse, já que o problema de fluxo de caixa segue sem solução.
Médicos da UPA São Pedro e UPA Santa Luzia discutem operação-tartaruga e greve
Com o atraso no pagamento, médicos das duas UPAs estão organizando estratégias de pressão para cobrar uma resposta das instituições. Segundo apuração, duas ações principais estão em debate:
Operação-tartaruga: atendimento restrito aos casos graves e urgentes, com encaminhamento dos pacientes eletivos às Unidades Básicas de Saúde (UBSs);
Greve parcial: paralisação temporária, mantendo o mínimo de 30% de profissionais em atividade, conforme determina a legislação para serviços essenciais.
Nenhuma das medidas foi colocada em prática até o momento. As deliberações devem ocorrer na próxima semana, caso o pagamento não seja efetuado.