Incêndio em Hong Kong deixa ao menos 65 mortos e se torna o mais grave em décadas

Autoridades de Hong Kong afiram que 279 pessoas estão sem localização confirmada (Foto: Reproução X)
O incêndio que atingiu o complexo residencial Wang Fuk Court, em Hong Kong, tornou-se o mais mortal registrado na região em décadas. Até esta quinta-feira (27), as autoridades confirmaram 65 mortes. O último desastre de proporções similares havia ocorrido em novembro de 1996, quando 41 pessoas morreram em um prédio comercial no distrito de Kowloon.
O fogo começou na quarta-feira (26) e, mesmo após mais de 24 horas de combate, equipes ainda trabalham no rescaldo. As autoridades informaram que as chamas foram extintas em quatro edifícios e estão controladas em outros três. Apenas uma das oito torres do complexo não foi atingida.
Bombeiros percorrem os apartamentos em meio à fumaça densa, com buscas feitas andar por andar. O chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee, informou que 279 pessoas seguem sem localização confirmada. Não se sabe se elas estão presas nos escombros ou se conseguiram deixar a área. O vice-diretor do Corpo de Bombeiros, Wong Ka Wing, afirmou que os socorristas atuam em condições extremas e não descartam a possibilidade de localizar sobreviventes.
Entre as vítimas já identificadas está um bombeiro. Outras 70 pessoas ficaram feridas e mais de 900 foram resgatadas e levadas para abrigos temporários. No local, moradores relatam dificuldades para escapar. Lawrence Lee disse ter perdido contato com a esposa, que, segundo ele, não conseguiu sair do apartamento devido à fumaça intensa no corredor. Outro casal, Winter e Sandy Chung, relatou ter visto faíscas durante a fuga e permanece apreensivo com a situação da residência.
As autoridades investigam as causas do incêndio. A principal suspeita é de que o fogo tenha começado em andaimes de bambu e redes de proteção instalados para obras nos prédios. Investigadores também identificaram materiais externos que não atendiam aos padrões de resistência ao fogo, o que pode ter contribuído para a rápida propagação das chamas. Isopor, considerado altamente inflamável, foi encontrado próximo aos halls de elevadores.
Três profissionais vinculados à empresa responsável pelas reformas foram presos por suspeita de homicídio culposo. A superintendente sênior da polícia, Eileen Chung, afirmou que há indícios de negligência por parte da construtora. O nome da empresa não foi divulgado oficialmente, mas mandados de busca foram cumpridos no escritório da Prestige Construction & Engineering Company, responsável pelas obras no complexo. Documentos foram apreendidos durante a ação. A Associated Press informou que a empresa não respondeu às tentativas de contato.
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*Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe
Resumo desta notícia gerado por IA
Incêndio em complexo residencial de Hong Kong deixa ao menos 65 mortos e mais de 900 resgatados.
Bombeiros seguem em buscas por 279 pessoas ainda sem localização confirmada.
Autoridades investigam causas e apontam possível uso de materiais inflamáveis e falhas estruturais.
Três profissionais ligados à construtora responsável pela reforma foram presos por suspeita de negligência.
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