Mortes por câncer crescem quase 25% em Juiz de Fora em dez anos
Juiz de Fora registrou aumento expressivo nas mortes por câncer nos últimos dez anos. Dados do Observatório de Oncologia mostram que o número de óbitos passou de 683 em 2014 para 850 em 2023. O crescimento de quase 25% evidencia a necessidade de ampliar ações de prevenção e diagnóstico precoce.
A análise reforça o alerta feito por especialistas de que, mantido o ritmo atual, o câncer deve assumir a liderança entre as causas de morte no país até 2029. No cenário local, homens seguem como o grupo mais atingido pelas formas mais agressivas da doença.
Câncer de traqueia, brônquio e pulmão é o mais letal na cidade
Entre os tipos analisados, o câncer de traqueia, brônquio e pulmão aparece como o mais letal da cidade e soma 922 mortes ao longo da década. Em seguida estão os tumores de cólon e reto, que contabilizam 863 óbitos no período. O câncer de mama registra 570 mortes e o de próstata, 515.
Os quatro tipos mais comuns apresentam mudanças de posição no ranking de letalidade ao longo do período. As mortes provocadas por câncer de pulmão variam entre 79 e 103 por ano. O câncer de cólon e reto oscila de 56 a 100 mortes. O câncer de mama registra entre 48 e 63 óbitos anuais, enquanto o de próstata alterna de 38 a 75.
Mesmo com as variações, todos permanecem entre as principais causas de morte por câncer em Juiz de Fora, o que reforça a importância de estratégias que ampliem o acesso a exames e incentivem o acompanhamento contínuo da população.
Maria Angélica é estagiária sob supervisão do editor executivo do Folha JF Anderson Narciso.