Procon registra pouca variação real nos preços de Black Friday em Juiz de Fora
A movimentação do comércio na pré-Black Friday em Juiz de Fora revelou um cenário de descontos pouco expressivos e aumento nas reclamações de consumidores. É o que mostra uma pesquisa do Procon, realizada ao longo de sete semanas, que monitorou mais de 5 mil preços em grandes marketplaces. O levantamento indica que, apesar da expectativa gerada pelo pagamento da primeira parcela do 13º salário, a maior parte das ofertas apresentou reduções consideradas modestas.
Segundo o estudo, as quedas de preço registradas na cidade variaram entre 0,002% e 29,64%, dependendo da categoria e do fornecedor, índices que, para o Procon, ficaram aquém do esperado para o período promocional. Em alguns casos, produtos chegaram a aumentar de valor na quinzena que antecedeu a data, sobretudo itens de maior valor, como smartphones, eletrodomésticos e videogames.
Black Friday em Juiz de Fora tem descontos tímidos e preços inst
O estudo também observou que as grandes varejistas vêm ampliando a estratégia de manter ofertas durante todo o mês, em vez de concentrá-las apenas na última sexta-feira de novembro. Apesar disso, os resultados ficaram abaixo do esperado: telefonia foi o setor com maior incidência de reduções, enquanto eletrodomésticos tiveram altas relevantes e videogames oscilaram pouco ao longo do período.
Paralelamente às análises de preço, o Procon reuniu dados das reclamações registradas entre janeiro e setembro deste ano no Proconsumidor. Foram 2.810 queixas envolvendo eletrônicos, eletrodomésticos e itens para casa. Carrefour, Grupo Casas Bahia e Magazine Luiza lideram o volume de registros, repetindo o cenário de anos anteriores. Os principais problemas seguem concentrados em produto com defeito, cobrança indevida e oferta não cumprida.
Órgão alerta para golpes e cuidados antes da compra
Com a baixa efetividade das promoções e o aumento de práticas que elevam os preços antes da data, o Procon reforça a importância de acompanhar o histórico de valores e pesquisar a reputação das lojas. O órgão também alerta para o crescimento de golpes virtuais, especialmente páginas falsas que simulam grandes varejistas e links enviados por aplicativos de mensagem.
Maria Angélica é estagiária sob supervisão do editor-executivo do Folha JF, Anderson Narciso.