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O que fazer após terminar o Ensino Médio? Educadores dão dicas do próximo passo

Terminar o Ensino Médio costuma ser sinônimo de dúvida, ansiedade e expectativa. Para muitos jovens brasileiros, esse é o primeiro grande momento de decisão — e, ao contrário do que parece, ele não precisa vir acompanhado de respostas prontas. Especialistas ouvidos por instituições de ensino destacam que essa fase deve ser encarada como um processo de descoberta, planejamento e diálogo, não como uma escolha definitiva sobre o futuro.
Segundo dados do INEP, apenas um em cada quatro jovens ingressa imediatamente na faculdade. O coordenador pedagógico Peter Rifaat explica que a incerteza é natural e faz parte do crescimento. “Cada pessoa tem seu tempo. Caminhar com dúvidas é caminhar com possibilidades abertas”, afirma.
O que fazer após o Ensino Médio?
Os educadores reforçam que não existe um único caminho. Entre as principais alternativas estão:
• Faculdade – ideal para quem busca formação longa e especializada.
• Cursos técnicos – capacitação rápida com forte demanda no mercado.
• Intercâmbio – desenvolvimento pessoal, cultural e linguístico.
• Empreendedorismo – opção para quem deseja colocar ideias em prática desde cedo.
Para a conselheira de carreiras Ana Cláudia Gomes, entender cada rota e conversar com quem já passou por essas experiências é essencial. “A escolha certa é a que faz sentido para você, aqui e agora”, destaca.
Autoconhecimento: o primeiro passo
Antes de decidir, os jovens devem olhar para si mesmos. A orientadora educacional Ana Júlia Gonzalez reforça que o plano de vida é construído aos poucos: “Ele não nasce pronto. É desenhado conforme o jovem entende quem é”.
Os especialistas recomendam vivências curtas, participação em feiras universitárias, visitas a faculdades e conversas com profissionais das áreas de interesse.
Carreiras que mudam
Com um mercado de trabalho em constante transformação, a mensagem principal é que nenhuma escolha aprisiona. Segundo o Fórum Econômico Mundial, milhões de novas profissões serão criadas nos próximos anos — um cenário que exige flexibilidade, curiosidade e aprendizado contínuo.
“O que o futuro pede não é certeza absoluta, mas disposição para aprender”, afirma o orientador Samuel Gama. “A vida adulta começa agora, mas ela ainda tem espaço para ajustes e recomeços.”

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