Tribuna de Minas

Polícia conclui investigação sobre detento morto e esquartejado

A Polícia Civil concluiu, nesta quarta-feira (21), o caso de um detento, de 38 anos, que foi morto e esquartejado, tendo as mãos e os pés cortados, no interior da Penitenciária Doutor Manoel Martins Lisboa Júnior, situada em Muriaé, cidade da Zona da Mata que fica a cerca de 160 quilômetros de Juiz de Fora. O homicídio aconteceu no dia 12 de janeiro e resultou no indiciamento de dois suspeitos.
Um deles, 41, era colega de cela da vítima e foi autuado em flagrante. O outro interno, de idade não informada, estava no mesmo local no momento do crime e também vai responder por homicídio triplamente qualificado.
“De acordo com os levantamentos, a vítima foi agredida, asfixiada e esquartejada com uma lâmina de barbear no interior da cela durante o período em que os demais detentos estavam no pátio da unidade prisional”, detalhou a Polícia Civil. “As investigações indicam que a motivação está relacionada com conflitos internos envolvendo intolerância quanto à orientação sexual do indiciado, aliados a disputas e tensões com integrantes da principal facção criminosa atuante no presídio.”
De acordo com o delegado Tayrony Espíndola, responsável pela investigação, “o clima de beligerância e enfrentamento instalado entre o indiciado e membros da principal facção criminosa presente na unidade prisional foi determinante para o sanguinário desfecho”.
Segundo a polícia, na véspera do crime, a vítima teria recebido sinalização para reintegrar o grupo criminoso atuante no presídio, o que teria contribuído para o agravamento do conflito.
Todas as circunstâncias do homicídio deverão ser esclarecidas com exames complementares, que seguem em andamento. O inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário. Os investigados permanecem presos à disposição da Justiça.
Relembre a situação do detento esquartejado
A vítima estava há menos de um ano na Penitenciária de Muriaé, para onde foi encaminhada em março de 2025. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) informou, na época, que a morte foi causada “em decorrência de uma briga com outro custodiado”.
A pasta afirmou que todas as medidas cabíveis foram adotadas pela direção da penitenciária e que um procedimento interno foi instaurado para investigar as circunstâncias do crime.
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