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Golpistas que aplicavam estelionato contra idosos de Juiz de Fora são presos em São Paulo

Três pessoas suspeitas de aplicar golpes financeiros contra idosos de Juiz de Fora foram presas no fim da tarde desta quinta-feira (22), no interior de São Paulo. A prisão ocorreu após troca de informações entre a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que localizou o grupo durante uma abordagem no município de Lavrinhas (SP).
De acordo com a PRF, os suspeitos são dois homens e uma mulher, com idades entre 28 e 30 anos, todos naturais do estado de São Paulo. Um dos detidos possui antecedente criminal por latrocínio. A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia da Polícia Civil de Cruzeiro (SP).
Golpistas agiam em caixas eletrônicos de supermercados
As investigações apontam que o grupo atuava em caixas eletrônicos instalados em supermercados de Juiz de Fora. No local, os suspeitos abordavam idosos, principalmente pessoas entre 70 e 81 anos, que eram induzidas a acreditar que precisariam atualizar dados bancários para evitar cobranças indevidas.
Para convencer as vítimas, os golpistas apresentavam falsos avisos que simulavam mensagens emitidas pelos próprios terminais de autoatendimento. Os informativos indicavam que seria cobrada uma taxa de R$ 89,90 caso a atualização não fosse feita naquele momento.
Durante o suposto procedimento, os criminosos trocavam os cartões bancários das vítimas e conseguiam acesso às senhas, o que permitia a realização de saques e outras movimentações financeiras de forma fraudulenta.
Dinheiro e máquinas foram apreendidos
Com o grupo, os policiais apreenderam R$ 11,4 mil em dinheiro e três máquinas utilizadas para transações bancárias com cartões. Segundo a PRF, os valores são provenientes dos golpes aplicados contra os idosos em Juiz de Fora.
A Polícia Rodoviária Federal destacou que a prisão só foi possível graças à rápida troca de informações entre as forças de segurança de Minas Gerais e São Paulo, o que permitiu identificar o deslocamento dos suspeitos e interromper a ação criminosa.
Maria Angélica é estagiária sob supervisão do editor-executivo do Folha JF, Matheus Brum.

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