Tribuna de Minas

Guerra: a glorificação da violência

O filósofo francês Jacques Maritain antes da Segunda Guerra Mundial escreveu: “Assistindo a liquidação do que se chama mundo moderno, que aliás há um quarto de século cessou de ser moderno, a primeira guerra mundial assinalou sua entrada para o passado”. A guerra atualmente nada mais é do que uma indústria de mortes por atacado a serviço de grupos poderosos. É a própria violência glorificada, fruto da “burrice” ou da “ganancia” dos responsáveis pelo destino das nações.
A guerra sempre esteve no rol das soluções mais imediatas para os problemas sociais, econômicos e políticos dos impérios ou mesmo nações. É evidente que se pode desculpar as guerras ocorridas no passado quando as comparamos com as atuais. Antes os costumes eram violentos e as aplicações das leis mais irracional. Hoje é indesculpável, ilógica, contraditória, irracional e desprovida de qualquer fundamento e completamente incompatível com o homem.
Quando tantos povos têm fome, tantos lares vivem na miséria, tantos homens permanecem mergulhados na ignorância, tantas escolas, hospitais e habitações ficam por construir, torna-se um escândalo intolerável qualquer gasto de ostentação nacional ou pessoal, qualquer recurso exagerado aos armamentos. A guerra é a própria violência glorificada. É a forma de violência mais considerada pela inteligência humana. Em todas as épocas homens mundialmente consagrados, teceram algumas considerações favoráveis e justificadoras da guerra.
“A guerra é a mãe de todas as coisas. De uns ela faz deuses, de outros escravos ou homens libres” (Heráclito).
“As guerras mantêm a saúde dos povos como os ventos e os furacões preservar os mares da putrefação.” (Hegel).
“As virtude militares geraram toda a civilização… Quanto mais eu penso nisto, menos ouso desejar o fim da guerra. Teria medo de que, desaparecendo esta grande e terrível potencia, levasse com ela as virtudes que fez nascer e sobre as quais repousa hoje todo o nosso edifício social.” (Anatole France).
Tais citações não passam de um vertiginoso erro e baseiam-se no principio filosófico de Maquiavel que diz que “os fins justificam os meios”. Estamos correndo o risco de uma Terceira Guerra Mundial com consequências desastrosas. O cenário é preocupante. Parece que o colonianismo está de volta. Que Deus nos proteja!
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