Após parecer da Procuradoria-Geral, Justiça arquiva processo sobre homicídio de skatista na Andradas

Polícia Civil fez reconstituição do homicídio de skatista na Avenida dos Andradas (Foto: Sandra Zanella)
A Justiça determinou, mais uma vez, o arquivamento do processo relacionado ao homicídio de Daniel Carvalho de Andrade, funcionário público aposentado e skatista, de 45 anos, morto a tiros por um vizinho militar do Exército, de 42, em Juiz de Fora. A titular da Vara do Tribunal do Júri, juíza Joyce Souza de Paula, havia decidido pelo arquivamento no dia 6 de maio, mas a família da vítima recorreu, e o processo foi analisado pela Procuradoria-Geral de Justiça, que confirmou a decisão. O documento retornou à juíza, a qual deu nova ordem para o arquivamento na última quinta-feira (9).
O parecer da promotora Marília Carvalho Berrnardes foi aprovado pela procuradora-geral de Justiça Reyvani Jabour Ribeiro em 2 de outubro. No entanto, “eventuais novas provas acerca do fatos pode ensejar o desarquivamento do feito e o prosseguimento das investigações”.
O crime causou grande comoção entre amigos e familiares da vítima, conhecida como “Daniel Monstro” e aconteceu na noite de 17 de março do ano passado, na área comum do prédio onde o skatista morava com a mãe, 74, na Avenida dos Andradas, no Morro da Glória, na região central de Juiz de Fora. O militar alegou ter agido em legítima defesa.
Procurado pela Tribuna para comentar o arquivamento do processo, o advogado da família de Daniel, Heber Perotti Honori, divulgou uma nota: “No momento, a família está consternada e inconformada com a decisão do Ministério Público, que, em parecer novamente raso e sem apreciar as provas com a devida cautela, confirmou o arquivamento do inquérito policial de um homicídio doloso, sem prova da legítima defesa.” Várias manifestações e abaixo-assinado com pedidos de justiça foram promovidos desde o homicídio.
Também por meio de nota, o advogado de defesa do militar, Leandro Faria, “reafirma a confiança na Justiça, com a decisão que ratificou a tese de legítima defesa já reconhecida no inquérito policial”. “Não havia outro norte, senão o arquivamento”, avalia.
Na versão apresentada pelo militar desde o registro da ocorrência, a mãe do skatista teria gritado por socorro, de dentro de sua residência, porque estaria sendo agredida por seu filho, o que é contestado pelos parentes. O suspeito, que residia no segundo andar, embaixo da vítima, afirmou ter disparado em legítima defesa porque Daniel teria “partido para o ataque” contra ele na área comum do prédio, enquanto ele estaria tentando ligar para a PM e o Samu.
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