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Atingidos pelas chuvas na Zona da Mata enfrentam dificuldades para acessar auxílios

Moradores de cidades como Juiz de Fora e Ubá, atingidos pelas fortes chuvas de fevereiro, têm enfrentado dificuldades para acessar auxílios financeiros criados para ajudar na recuperação após a tragédia. O tema foi debatido em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), realizada nesta quinta-feira (19).
Durante a reunião, moradores relataram entraves burocráticos que dificultam o acesso aos benefícios, mesmo diante de situações de extrema vulnerabilidade.
Exigências dificultam acesso a benefícios aos atingidos pelas chuvas
Uma das principais críticas apresentadas foi em relação aos critérios exigidos para a liberação do auxílio emergencial de R$ 800. Entre as exigências está a inscrição no Cadastro Único (CadÚnico), o que tem impedido muitas famílias de receberem o recurso.
Moradores afirmam que, mesmo com casas interditadas e sem condições de retorno, não conseguem acessar os benefícios por não atenderem a todos os requisitos formais. Em alguns casos, segundo relatos, até comprovantes de pagamento de IPTU estariam sendo solicitados, o que não corresponde à realidade de muitas famílias atingidas.
Parlamentares presentes na audiência destacaram que a maioria das pessoas afetadas vive em áreas periféricas, o que agrava ainda mais o cenário de vulnerabilidade social.
Foto: Dirceu Aurélio / Imprensa MG

Cobrança por mais agilidade e recursos
Durante o debate, também foram cobradas maior agilidade na liberação de recursos e mais transparência na aplicação dos valores destinados à região.
Segundo representantes do governo estadual, cerca de R$ 2,5 milhões já foram repassados para apoio aos municípios, mas parlamentares afirmam que o valor previsto inicialmente era maior.
Além disso, foi ressaltada a necessidade de políticas públicas mais eficazes para lidar com eventos climáticos extremos, que têm se tornado cada vez mais frequentes.
A audiência também abordou os prejuízos em infraestrutura, como os danos à unidade da Uemg em Ubá, e reforçou a importância de investimentos na reconstrução.
O debate deve continuar nas próximas semanas, com a previsão de novas audiências para ouvir moradores e autoridades diretamente nas cidades atingidas.

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