Café mineiro ganha competitividade com inovação e atração de empresas internacionais

O Governo de Minas Gerais tem adotado políticas públicas e incentivos para atrair investimentos e promover a inovação no setor cafeeiro. De acordo com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), entre 2019 e 2025, mais de R$ 1,8 bilhão foram direcionados à cadeia do café no estado, resultando em 1.911 empregos diretos.
O café é considerado produto estratégico para Minas Gerais, responsável por cerca de 70% das exportações nacionais do grão. Além de gerar empregos, o setor envolve logística, indústria, pesquisa e tecnologia. “Estamos contando com investimentos mais robustos, tanto em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) quanto na agregação de valor, visando toda a cadeia produtiva do café”, afirmou o secretário executivo da Sede-MG, Bruno Araújo.
Empresas e projetos de destaque
Entre os investimentos recentes, está a instalação da Mocoffee, multinacional suíça que se fixou em Varginha, no Sul de Minas. A empresa investiu R$ 20 milhões em uma tecnologia inédita no Brasil para produção de cápsulas de café. A iniciativa permite que produtores locais realizem o processo no próprio país, agregando valor ao produto e tornando-o mais competitivo no mercado.
O CEO da Mocoffee, Ricardo Flores, destacou o papel da Invest Minas na decisão da empresa de se instalar no estado. Segundo ele, além da qualidade e diversidade das regiões produtoras de café, Minas Gerais consolidou-se como ambiente favorável a investimentos internacionais.
Pesquisa aplicada ao café especial
Outro exemplo é o projeto “Tecnologias aplicadas à produção de cafés especiais”, da Universidade Federal de Uberlândia (Campus Patos de Minas). Com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e investimento de R$ 420 mil, pesquisadores utilizam inteligência artificial e técnicas específicas para aprimorar a qualidade e a sustentabilidade dos cafés do Cerrado Mineiro.
A iniciativa resultou em produtos como o Café Porandu e no evento Vila Café, voltado para a democratização do consumo de cafés especiais. “O projeto iniciou com editais de pesquisa e inovação, evoluiu para ciência aplicada e hoje tem impacto direto no mercado, no campo e na sociedade”, afirmou Líbia Diniz, integrante do grupo de pesquisa.
Incentivos à inovação
Desde 2019, o Governo de Minas investiu cerca de R$ 16,9 milhões em projetos de ciência, tecnologia e inovação voltados ao setor cafeeiro, por meio de editais como Compete Minas, Alysson Paolinelli e PCTI. As iniciativas fortalecem a posição do estado como referência mundial na produção de cafés de qualidade, unindo tradição, pesquisa e competitividade.
Texto da Agência Minas reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe
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