Tribuna de Minas

Cannabis medicinal no tratamento do autismo: ciência aponta novos caminhos terapêuticos

O uso da cannabis medicinal no tratamento do autismo tem ganhado cada vez mais espaço no debate científico e médico, impulsionado por pesquisas recentes que indicam avanços significativos na redução de sintomas comportamentais e no manejo de comorbidades associadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). Estudos internacionais mostram que o canabidiol (CBD), um dos principais compostos da planta Cannabis sativa, pode contribuir para melhorias na qualidade de vida de crianças e adolescentes com autismo, sempre dentro de critérios médicos e científicos rigorosos.
Nos últimos anos, o tema deixou de ocupar apenas espaços alternativos e passou a integrar revistas científicas de alto impacto, congressos médicos e discussões institucionais, reforçando que a cannabis medicinal não se trata de uma solução milagrosa, mas de uma ferramenta terapêutica que vem sendo estudada com seriedade.
O que é o canabidiol e por que ele é usado no tratamento do autismo?
O canabidiol, conhecido como CBD, é uma das mais de 500 substâncias presentes na Cannabis sativa. Diferente do tetrahidrocanabinol (THC), o CBD não possui efeito psicoativo, ou seja, não provoca alterações de consciência ou sensação de euforia. Essa distinção é fundamental quando se fala em cannabis medicinal no tratamento do autismo, especialmente em crianças.
O CBD atua no sistema endocanabinoide, um conjunto de receptores presentes no organismo humano que desempenham papel importante na regulação do humor, do sono, do apetite, da resposta inflamatória e do comportamento. No contexto do TEA, pesquisas apontam que essa interação pode ajudar a modular sintomas como irritabilidade, agressividade, hiperatividade e distúrbios do sono.
Para aprofundar esse debate, o programa Tribuna no Ar ouviu Diego Rodrigues, um dos principais pesquisadores e consultores em cannabis medicinal no Brasil. Fundador da MEDKAYA, Diego atua há mais de uma década no estudo, orientação e defesa do acesso responsável aos canabinoides.
Com trajetória marcada também por vivências pessoais como paciente e pai, ele reforça que o uso da cannabis medicinal no tratamento do autismo deve sempre ser baseado em ciência, ética e acompanhamento especializado.
No Brasil, o uso da cannabis medicinal é regulamentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que permite a importação de produtos à base de canabidiol mediante prescrição médica. Apesar dos avanços regulatórios, o acesso ainda enfrenta desafios, como custos elevados e falta de informação.
Instituições como a própria ANVISA e universidades federais vêm ampliando estudos e debates sobre o tema, fortalecendo a base científica necessária para políticas públicas mais inclusivas.
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