Cão comunitário morre envenenado em Senador Firmino

A comunidade de Senador Firmino lamentou a perda de “Caramelo”, um cão comunitário que vivia no Parque de Exposições, no Bairro Grama, em Senador Firmino, cidade a 145 quilômetros de Juiz de Fora. O animal, que era assistido por um grupo de voluntárias, foi encontrado sem vida na última terça-feira (3), com sinais de envenenamento.
Caramelo foi encontrado por Juliana Oliveira em dezembro de 2025. Ela relata que o cão estava em estado de vulnerabilidade, com fome e sede, sob uma árvore no Parque de Exposições. Desde então, passou a levar comida e água duas vezes por dia. Posteriormente, ao postar uma foto de Caramelo nas redes sociais, Juliana descobriu que outra pessoa também cuidava dele. Então, uma rede de cuidados foi estabelecida com a organização de turnos para garantir alimentação, água e companhia ao animal.
Caramelo, que foi encontrado sob uma árvore do parque, firmou abrigo debaixo do ônibus escolar que ficou estacionado no local durante as férias. Porém, com medo da volta às aulas, a rede de apoio assegurou uma casinha improvisada, feita de uma caixa d’água, instalada com autorização próximo à árvore. Segundo as cuidadoras, o animal era dócil, saudável e muito querido pelos frequentadores do parque.
A rotina de cuidados era rigorosa. Segundo Juliana, na noite de segunda-feira, Caramelo recebeu sua última refeição e parecia bem, tendo inclusive a acompanhado em um passeio, como sempre fazia. No entanto, na manhã de terça-feira, o cenário foi outro.
“Ele era muito querido, todos brincavam com ele. Não conseguimos entender como isso aconteceu” (Foto: Arquivo Pessoal)
Uma das voluntárias relatou à Juliana que, ao chegar para o turno da manhã, encontrou o cão imóvel em uma escadaria, mas achou que ele pudesse estar apenas dormindo. Ela alertou Juliana sobre a situação. “Ela falou que parecia que ele não tinha ido à casinha comer à noite. Aí falei: ‘Vou fazer um arroz com fígado e vou levar para ele.’”
Por volta das 11h, ao chegar no local, Juliana confirmou o óbito ao tentar alimentá-lo com a refeição. “Chamei como fazia sempre, mas ele não veio. Foi quando percebi que ele estava morto”, relembra.
Um médico veterinário foi acionado pelo grupo de proteção “Guardiões dos Animais SF” para avaliar o animal. Embora um laudo formal não tenha sido emitido devido aos altos custos, a avaliação clínica inicial apontou para envenenamento, visto que o cão não apresentava sinais prévios de doença e mantinha comportamento ativo até poucas horas antes da morte.
“Ele era muito querido, todos brincavam com ele. Não conseguimos entender como isso aconteceu”, desabafa Juliana. O caso repercutiu nas redes do grupo “Guardiões dos Animais SF”, que denuncia, também, outros casos de possíveis envenenamentos de animais na cidade.
Em nota, a Polícia Civil afirmou que o crime, registrado como maus-tratos, segue em investigação e foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Senador Firmino, unidade de área responsável.
Maus-tratos a animais, com resultado de morte, é crime previsto na Lei 14.064/2020.
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