Custo médio de vida em Minas Gerais chega a R$ 3.360 por mês, aponta pesquisa
O custo médio de vida em Minas Gerais é de R$ 3.360 por mês, segundo levantamento da Serasa em parceria com o instituto Opinion Box. O valor considera gastos com moradia, contas recorrentes, supermercado, transporte, saúde, educação, lazer, alimentação e serviços pessoais, e fica levemente abaixo da média nacional, que é de R$ 3.520.
A pesquisa revela que manter o equilíbrio financeiro tem sido um desafio: apenas 2 em cada 10 brasileiros consideram fácil administrar as despesas do dia a dia. Em Minas, o cenário é semelhante, com despesas fixas ocupando a maior parte do orçamento mensal das famílias.
Supermercado, moradia e contas fixas concentram quase 60% dos gastos
As despesas essenciais seguem como o principal peso no bolso. Supermercado, contas recorrentes e moradia concentram 57% do orçamento mensal. Em Minas Gerais, os números médios mensais são:
Supermercado: R$ 860
Contas recorrentes (água, luz, internet, streaming): R$ 510
Moradia (aluguel, condomínio ou financiamento): R$ 1.120
Essas mesmas categorias também aparecem como as mais difíceis de manter em dia, reduzindo a margem para imprevistos e aumentando o risco de endividamento.
Transporte, saúde, lazer e educação também pesam
Outros gastos relevantes no orçamento dos mineiros incluem:
Transporte: R$ 350
Saúde e atividade física: R$ 460
Lazer: R$ 330
Educação: R$ 700
Compras em geral (calçados, cosméticos, pets): R$ 340
O estudo destaca que as diferenças regionais influenciam diretamente o custo de vida, refletindo preços locais, estrutura de serviços e hábitos de consumo.
Mudar de cidade não é opção para a maioria
Mesmo com o custo elevado, apenas 1 em cada 10 brasileiros considera mudar de cidade em 2026 para reduzir despesas. O levantamento indica que a principal saída apontada pelos entrevistados é a reorganização do orçamento, com mais planejamento financeiro e controle dos gastos mensais.
A pesquisa ouviu 6.063 pessoas em todo o país, entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, com margem de erro de 1,2 ponto percentual.