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Excesso de telas aumenta casos de internação de crianças em 2025

O ano de 2025 trouxe à tona um alerta urgente dentro das casas brasileiras: o esgotamento digital infantil. Hospitais e especialistas relatam um aumento significativo no número de crianças — algumas com apenas 5 a 7 anos — precisando de internação médica ou intervenção psiquiátrica devido ao uso excessivo de celulares e tablets.
O fenômeno, antes associado a adolescentes e adultos, agora alcança a primeira infância e liga o sinal vermelho para pais, cuidadores e educadores.
Um problema que cresce no silêncio da rotina
O uso prolongado e sem supervisão de telas impacta diretamente o desenvolvimento neurológico, emocional e social das crianças. Segundo profissionais que acompanham os casos, os principais sinais de esgotamento digital incluem:
Dependência tecnológica: irritação, ansiedade e até sintomas depressivos quando o celular é retirado.
Atrasos no desenvolvimento: prejuízo na fala, na motricidade e na capacidade cognitiva.
Comportamento desregulado: agressividade, dificuldade de concentração e perda de interesse por brincadeiras presenciais.
Burnout digital: uma exaustão emocional provocada pelo excesso de estímulos.
Distúrbios do sono: noites mal dormidas, agitação e irritabilidade ao longo do dia.
Nomofobia: medo intenso de ficar longe do aparelho.
Pediatras e educadores alertam que muitas famílias só percebem o problema quando os sintomas já estão avançados.
O que dizem as recomendações oficiais
Tanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) reforçam limites claros para exposição às telas:
Até 2 anos: nenhuma exposição.
De 2 a 5 anos: até 1 hora por dia, sempre com supervisão.
A partir de 6 anos: entre 1 e 2 horas diárias, com acompanhamento e regras definidas.
A orientação é que o celular nunca substitua interação humana ou atividades essenciais ao desenvolvimento.
Alternativas para reduzir o tempo de tela de Crianças
Especialistas destacam que a chave está na substituição do tempo digital por experiências que estimulem vínculos, criatividade e movimento. Entre as melhores alternativas estão:
Brincadeiras ao ar livre
Desenho, pintura, massinha e artes manuais
Contação de histórias e leitura
Jogos de tabuleiro
Cozinhar junto e envolver as crianças em pequenas tarefas domésticas
Uma infância conectada precisa de equilíbrio
A tecnologia faz parte da vida contemporânea, mas o uso saudável depende de limites e acompanhamento. O esgotamento digital infantil é um alerta de que o excesso cobra um preço alto — e cuidar do digital é, mais do que nunca, cuidar da infância.

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