Tribuna de Minas

Famílias atingidas pela chuva em Juiz de Fora receberão auxílio de R$ 800

As pessoas que tiveram os imóveis atingidos pelas fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora em fevereiro e que estão cadastradas no Cadastro Único (CadÚnico) receberão o Auxílio Calamidade Municipal, no valor de R$ 800. O anúncio foi feito pela prefeita Margarida Salomão (PT) nesta terça-feira (17), no Teatro Paschoal Carlos Magno, durante apresentação do balanço das ações de resposta à tragédia.
O valor será depositado na segunda-feira (23) nas contas do CadÚnico das pessoas que foram afetadas. Segundo Margarida, o benefício será financiado através do montante de R$ 1,5 milhão arrecadado pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) por meio da conta Pix disponibilizada pela Administração, que está recolhendo doações desde o dia 25 de fevereiro.
“Nós achamos a forma mais direta de aplicar os recursos que foram doados pela população, pessoas que moram em Juiz de Fora e pessoas que não moram em Juiz de Fora. Esses recursos vão chegar a quem mais precisa”, afirma.
Bairro Retiro foi um dos mais atingidos pela chuva em Juiz de Fora (Foto: Felipe Couri)
Durante a apresentação, também foi anunciado que o Auxílio Reconstrução entrou em operação nesta terça-feira. A execução do benefício ficará sob responsabilidade do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).
O benefício será pago em parcela única, no valor de R$ 7.320, por família, por meio da Caixa Econômica Federal. O valor será depositado em conta poupança social digital, aberta automaticamente em nome do beneficiário, ou em outra conta de titularidade da mesma pessoa na instituição financeira.
Apenas um integrante de cada família poderá receber a quantia. Em Juiz de Fora, o auxílio poderá ser solicitado a partir desta terça-feira (17), em qualquer unidade do Diga. Ao todo, são dez pontos na cidade, com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.
A Prefeitura também informou que , aproximadamente, 92 mil pessoas na cidade sacaram R$ 155 milhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), por meio da modalidade Saque Calamidade, até o momento. Além disso, R$ 122,3 milhões foram antecipados do PIS/Pasep.
Orçamento para obras ultrapassam R$ 600 milhões
Além do anúncio dos benefícios, a apresentação contemplou informações sobre as obras que serão necessárias para evitar que novas tragédias voltem a ocorrer na cidade, com destaque para as drenagens e contenções. Somados, os orçamentos para as intervenções chegam a R$ 606 milhões, oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Para as drenagens, o PAC irá disponibilizar R$ 373 milhões, que serão investidos em obras no Córrego Humaitá, no Industrial; São Pedro, no Mariano Procópio e Democrata; Santa Luzia; Ipiranga e Ribeirão das Rosas. A PJF também irá demandar o Governo Federal para, apor meio do PAC, realizar drenagens na bacia do Córrego Yung e no Bom Pastor.
Com relação às contenções, o orçamento previsto é de R$ 233 milhões, que já estão incluídos no PAC. Os bairros Grajaú, Olavo Costa, Furtado de Menezes, Santa Cecília, Santa Luzia, Costa Carvalho, Cidade do Sol, Graminha e Dom Bosco serão contemplados.
Para as obras de contenções que deverão ser realizadas no Morro do Cristo e na Estrada Engenheiro Gentil Forn, consideradas de maior porte, a Prefeitura solicitou R$ 52 milhões à Defesa Civil Nacional. A Administração também buscará apoio financeiro com o Ministério das Cidades, mas não informou qual a quantia que será pleiteada. “Vieram técnicos aqui na semana passada, e o quadro que eles apresentaram para nós é muito preocupante, que demonstra que são obras de grande envergadura”, explica Margarida.
Em entrevista concedida na última sexta-feira (13), ao programa Tribuna no Ar, da rádio Antena 1, Margarida informou que “as obras do Bairro Industrial começaram essa semana. E as obras do Mariano vão começar semana que vem”. Entretanto, a Tribuna de Minas esteve presente nos locais na manhã desta terça-feira e constatou que ainda não havia canteiro de obras visível.
Prestação de contas
Durante a apresentação, Margarida destacou que foram realizadas obras preventivas de contenção e drenagem entre 2021 e 2025, período que engloba o seu primeiro mandato e o ano inicial do segundo. Segundo a prestação de contas, R$ 26 milhões foram aplicados em contenções; R$ 40 milhões contratados ou em contratação para contenções; R$ 62 milhões aplicados em 16 quilômetros de redes de drenagem e R$ 230,6 milhões aplicados em manutenção preventiva.
Construção de novas moradias e reservas ambientais em áreas interditadas
Ao final da apresentação, Margarida destacou pontos importantes em que a agenda da cidade deverá focar para reconstruir a cidade. O primeiro deles é acelerar as grandes obras estruturais de drenagem e contenção. “Se nós já estávamos com o pé no acelerador, vamos com os dois pés no acelerador. Porque algumas coisas, inclusive, como nós vamos contratar dentro do período de calamidade, tem que estar pronto em um ano. A obra do Mariano Procópio tem que estar pronta até 23 de fevereiro de 2027”, afirma a prefeita.
Sobre as moradias para as pessoas desalojadas, Margarida informou que cerca de 2 mil imóveis com valor de até R$ 200 mil estarão disponíveis por meio do programa Compra Assistida. “Isso é realmente uma ajuda de grande expressividade do Governo Federal. Imensa. Mas eu não acho que nós vamos achar essa quantidade de imóveis (…) nós temos que buscar outras soluções, buscar outras alternativas”, avalia.
Os outros pontos levantados por Margarida são a implantação de reservas ambientais nas áreas interditadas para moradia e a realização de seminários deliberativos sobre resiliência urbana, com participação das entidades representadas na plenária.
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