Festicidi traz cinema e debates para Juiz de Fora até domingo
Entre os dias 15 e 20 de setembro, Juiz de Fora sedia a quinta edição do Festival Internacional de Cinema e Cultura da Diversidade (Festicidi). O evento, que conta com uma programação cultural gratuita, inclui cinema, debates, encontros, música e uma feira de artes. Nesta edição, o festival presta homenagem ao estado do Rio de Janeiro e aborda questões como racismo, diversidade LGBTQIA+, religiosidade afro-brasileira, soberania digital e os direitos dos povos originários.
Organizado pela Associação Cultural CineFanon, o Festicidi será realizado em diversos locais da cidade, como o Cinema Alameda, o IF Sudeste MG, a Praça CEU, o Mercado Municipal, o Mercado Cultural AICE, o CENPRE e a Praça Prefeito Tarcísio Delgado. Embora a maior parte das atividades seja gratuita, algumas partes da programação, como eventos em estabelecimentos, podem ter suas condições específicas.
Programação diversificada e reflexões urbanas
Com o tema “Direito à cidade, cidade de direitos – narrativa e territorialidade”, o festival busca estimular a reflexão sobre a ocupação urbana e as desigualdades sociais. Ugo Soares, um dos organizadores, destaca a importância de ampliar os espaços de discussão sobre diversidade e cinema na cidade, levando o festival a diferentes regiões e promovendo acesso a narrativas que muitas vezes não aparecem nas mídias convencionais.
As atividades incluem sessões de cinema e debates em escolas municipais, como E.M. Engenheiro André Rebouças, E.M. Amélia Mascarenhas e E.M. Aurea Bicalho. Ugo enfatiza que o festival não se limita ao cinema, mas também aborda a representação de diferentes grupos e suas narrativas.
A programação já começou nesta terça-feira (15) com o Encontro de Festivais e a abertura oficial no Cine Alameda. Na quarta-feira, o foco será a soberania digital e urbana, com discussões e mostras de cinema. O festival também destaca a população LGBTQIA+ e a cultura afro-latino-caribenha ao longo da semana, com diversas atividades programadas.
O encerramento do evento, no domingo, será dedicado aos povos originários, com debates e exibições de curtas-metragens. Além disso, a Mostrinha, um eixo voltado para a educação, permitirá que produções de alunos de escolas municipais sejam exibidas, promovendo a relação entre cinema e educação.
Com informações de Tribuna de Minas.