Fiemg compra Expominas por R$ 39 milhões e assume espaço de eventos em Juiz de Fora
A venda do Expominas Juiz de Fora foi confirmada nesta semana, após a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) concluir a compra do espaço por R$ 39 milhões. A informação foi divulgada inicialmente pelo Minas Informa e envolve a negociação com a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), responsável pela gestão do imóvel.
Com o acordo, o complexo passa definitivamente para a iniciativa privada após anos de tentativas de venda sem interessados. O Expominas ocupa uma área de aproximadamente 120 mil metros quadrados e foi construído para receber feiras, congressos e grandes eventos, mas vinha sendo pouco utilizado nos últimos anos, o que motivou o governo estadual a tentar se desfazer do imóvel.
A negociação foi articulada ao longo dos últimos meses e contou com participação direta da Fiemg na Zona da Mata, que defendia a manutenção do espaço em funcionamento na cidade. A entidade passa a ser responsável pela gestão do pavilhão e também pela definição do modelo de funcionamento do local a partir de agora.
O que muda com a venda
A principal mudança será a forma de uso do espaço. A expectativa é que o Expominas passe a receber mais eventos ligados ao setor produtivo, como feiras empresariais, encontros institucionais e atividades voltadas à indústria. A intenção é aumentar a frequência de eventos e tentar transformar o local em um ponto fixo para iniciativas voltadas ao desenvolvimento econômico da região.
O espaço foi idealizado ainda nos anos 2000 e inaugurado com a proposta de ser um dos principais centros de eventos do interior de Minas Gerais. Apesar disso, o pavilhão nunca conseguiu atingir o nível de utilização esperado e passou a ser visto como um equipamento caro para manter, o que acabou acelerando o processo de venda.
Futuro do Expominas ainda depende de investimentos
Mesmo com a compra concluída, o futuro do espaço ainda depende de novos investimentos e de uma estratégia para atrair eventos de grande porte. A expectativa é que a nova gestão apresente, nas próximas semanas, um plano de funcionamento para o local e defina quais atividades terão prioridade.
Nos bastidores, a avaliação é de que a venda encerra um ciclo de incertezas sobre o destino do Expominas, que já havia passado por outras tentativas de negociação nos últimos anos. A aposta agora é que a gestão privada consiga dar ao espaço uma utilização mais frequente e evitar que o pavilhão continue subutilizado, como vinha acontecendo até então.
Maria Angélica é estagiária sob supervisão do editor-executivo do Folha JF, Matheus Brum.