Tribuna de Minas

“40 Anos de Amor”: Exposição destaca memória das mulheres da Fábrica Bernardo Mascarenhas

Exposição “40 Anos de Amor: Mascarenhas e Seus Fios de História” resgata a memória das mulheres da Fábrica Bernardo Mascarenhas (Foto: Gabriela Rodrigues)
Apresentando relatos, fotografias e conteúdos sobre o cotidiano das trabalhadoras da antiga Fábrica Bernardo Mascarenhas, a exposição “40 Anos de Amor: Mascarenhas e Seus Fios de História” estreia nesta quinta-feira (27), às 19h no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas com uma roda de conversa.
O encontro conta com a presença de tecelãs, artesãs de projetos sociais de Juiz de Fora, como o “Salte Alto” e o “Moda e Memória – Sustentabilidade e Identidade Mineira”, e do historiador Roberto Dilly, que irá contextualizar o impacto da Fábrica na cidade. Com entrada gratuita, as visitas podem ser realizadas das 10h às 18h de segunda a sexta e das 8h às 12h aos sábados.
Inspirado na campanha de 1983, “Mascarenhas, meu amor”, que marcou a luta pela preservação do patrimônio industrial de Juiz de Fora, o projeto retoma o movimento afetivo e político, agora sob uma nova perspectiva: a dos fios e das mãos femininas que sustentaram a produção têxtil local. A exposição propõe uma reflexão sobre trabalho, identidade e o papel das mulheres na construção da cidade.
Justiça histórica
Para a idealizadora, Ana Paula Silvestre, a mostra foi concebida para que o público se permita mergulhar nas memórias das tecelãs, compreendendo a força e o significado do trabalho feminino na construção de Juiz de Fora. Ela espera também que a exposição desperte sentimento de pertencimento, provoque reflexão e reavive o orgulho por uma trajetória tão importante e, por vezes, esquecida. “O evento é importante porque resgata e dá visibilidade a um capítulo crucial da história de Juiz de Fora: o protagonismo das mulheres na indústria têxtil. Ele valoriza personagens que, apesar de relevantes para o desenvolvimento econômico, social e cultural da cidade, foram historicamente colocadas à margem das narrativas.”
Na avaliação dela, a homenagem funciona como um gesto de justiça histórica, ao lembrar que as tecelãs foram pilares de um período marcante da indústria local, trabalhando com força e técnica mesmo em condições muitas vezes difíceis. “Homenageá-las é reconhecer que suas contribuições ultrapassaram os muros da fábrica e moldaram toda uma comunidade. Essa homenagem transforma em narrativa aquilo que por décadas permaneceu restrito à memória oral, fortalecendo a identidade cultural da cidade e garantindo que essas histórias não se percam com o tempo.”
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*Estagiária sob supervisão da editora Carolina Leonel 
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