Cristo e ponte na Avenida Brasil ganham luz especial pelo Dezembro Vermelho em Juiz de Fora
Juiz de Fora iniciou o mês com dois de seus principais cartões-postais iluminados de vermelho. Ao longo de dezembro, o Cristo Redentor e a ponte Wilson Coury Jabour Júnior, na Avenida Brasil, receberão iluminação temática dedicada à prevenção, assistência e promoção dos direitos das pessoas que vivem com HIV, Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis.
A ação marca o início das atividades do Dezembro Vermelho na cidade e chama a atenção para a importância do diagnóstico precoce, do tratamento contínuo e da garantia de direitos às pessoas que vivem com HIV. A data escolhida para acender a iluminação, a última segunda-feira (1°), coincide com o Dia Mundial de Combate à Aids, celebrado anualmente desde 1988.
Dezembro Vermelho: prevenção e acesso aos serviços de saúde
O acendimento das luzes busca aproximar a pauta do cotidiano da população, utilizando espaços de grande circulação e visibilidade para destacar que o estigma e a desinformação ainda são desafios a serem enfrentados no país.
Entre 1º e 5 de dezembro, a Secretaria de Saúde realiza uma agenda ampliada de atividades em Juiz de Fora como parte do Dezembro Vermelho. Nesse período, equipes percorrem diferentes pontos da cidade com ações de orientação, entrega de materiais informativos e incentivo à realização do teste rápido para HIV e outras ISTs.
Cinco pessoas morreram Juiz de Fora, vítimas da AIDS em 2025
As ações ocorrem em meio ao mês dedicado mundialmente à conscientização sobre a Aids, marcado pelo apoio a pessoas que convivem com o vírus e por iniciativas de memória às vítimas de complicações da doença. Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Juiz de Fora registrou 68 casos de HIV e 73 de Aids em 2025.
Os números apontam predominância de diagnósticos entre homens, com maior incidência em relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo. A faixa etária de 30 a 39 anos concentra o maior volume de notificações, seguida pelos grupos de 20 a 29 anos e de 40 a 46 anos. Cinco mortes foram atribuídas a complicações da Aids neste ano.
Questionada sobre o total de testagens realizadas em 2025 e sobre serviços disponíveis à população para acompanhamento, a Prefeitura não respondeu até a publicação desta matéria.
Maria Angélica é estagiária sob supervisão do editor-executivo do Folha JF, Anderson Narciso.