Juiz de Fora registra 65 casos de Hepatite A em 2026; PJF descarta surto
Juiz de Fora registra, até o momento, 65 casos de hepatite A em 2026. Apesar do número, a Prefeitura garante que a situação não caracteriza surto e pede cautela na interpretação dos dados.
Em nota, a Secretaria de Saúde informou que o objetivo é “assegurar informações precisas à população e evitar interpretações equivocadas que possam gerar alarme desnecessário”.
PJF descarta surto de Hepatite A
Na nota, a Prefeitura descartou a possibilidade de surto da doença na cidade.
“O que ocorre atualmente é um aumento pontual no número de casos. Até o momento, foram registrados 65 casos em 2026. Esse cenário não caracteriza surto.”
Segundo o Executivo, tecnicamente o termo surto é utilizado quando há dois fatores simultâneos:
“(a) número de casos acima do esperado para o período e (b) vínculo epidemiológico comprovado entre os casos.”
Ainda de acordo com a Secretaria de Saúde:
“Até o momento, não se verificam essas duas condições, já que o município acompanha um crescimento de casos no cenário nacional e não há evidência de vínculo epidemiológico entre os registros.”
Alta acompanha crescimento no Brasil
A Prefeitura reforça que Juiz de Fora não é um caso isolado.
“O município está inserido em um contexto mais amplo, de elevação dos registros em todo o Brasil, especialmente no Sudeste.”
Dados do Ministério da Saúde apontam que, entre 2024 e 2025:
O Brasil registrou crescimento de 54,5% nos casos;
A Região Sudeste teve aumento de 57,1%.
PJF descarta contaminação por água
Sobre a possibilidade de contaminação pela água consumida, a Secretaria de Saúde afirma:
“Nos casos ocorridos no município, trata-se de hipótese considerada pouco provável. Caso a água fosse a fonte de contaminação, o número de casos tenderia a ser significativamente maior e com padrão de distribuição mais amplo.”
A análise epidemiológica aponta outra linha mais plausível:
“Com base no monitoramento epidemiológico realizado pela Secretaria de Saúde, a hipótese mais consistente é a de transmissão associada ao consumo de alimentos crus sem adequada higienização.”
A nota também cita:
“Há registros de pessoas que estiveram fora do município e de indivíduos com histórico de contato com esgoto.”
Vacinação não é considerada medida principal neste momento
A Prefeitura também esclareceu que ampliar campanhas de vacinação agora não seria a estratégia mais eficaz.
“A ampliação de campanhas de vacinação, neste momento, não se mostra como medida de maior impacto para o perfil atual dos casos. “A maioria das ocorrências registradas concentra-se em homens na faixa etária de 30 a 39 anos.”
Já o público-alvo da vacinação contra hepatite A, conforme o calendário nacional, é composto por crianças de 15 meses a 5 anos.
“Portanto, o grupo mais afetado neste momento não integra o público contemplado pela estratégia rotineira de imunização.”
Medidas adotadas pelo município
A Secretaria de Saúde informou que mantém acompanhamento permanente da situação e já adotou uma série de ações:
“Monitoramento epidemiológico contínuo dos casos; oferta de exames diagnósticos; emissão de nota técnica de alerta aos serviços e profissionais de saúde; divulgação de cartilha com orientações sobre prevenção e cuidados após o diagnóstico; busca ativa e investigação epidemiológica de todos os casos notificados; organização da rede assistencial para atendimento e manejo adequado dos pacientes.”
Ao final da nota, a Prefeitura reforça:
“A situação está sob acompanhamento permanente da Secretaria de Saúde. A população deve manter as medidas de prevenção, especialmente a higienização adequada das mãos e dos alimentos, e buscar atendimento em caso de sintomas.”
Orientação à população
Apesar do aumento dos casos, o Município sustenta que o cenário está sob controle. A recomendação é reforçar cuidados básicos de higiene e procurar atendimento médico diante de sintomas como febre, mal-estar, náusea, dor abdominal ou pele e olhos amarelados.