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Juiz de Fora registra aumento de 16% no número de testamentos nos últimos cinco anos

O número de testamentos feitos em Juiz de Fora cresceu 16% entre 2020 e 2025, segundo dados dos Cartórios de Notas do Brasil. No período, os registros passaram de 112 para 130 atos, refletindo uma mudança de comportamento da população em relação ao planejamento patrimonial.
O tema voltou ao debate após a repercussão do caso envolvendo a herança de Miguel Abdalla Netto, tio materno de Suzane von Richtofen. Sem filhos e sem ter deixado testamento, o médico aposentado deixou um patrimônio estimado em cerca de R$ 5 milhões, o que levou a questionamentos sobre a destinação dos bens e a necessidade de decisão judicial.
Planejamento patrimonial com testamentos ganha espaço
Especialistas apontam que a ausência de testamento faz com que a herança siga a sucessão legítima prevista no Código Civil, obedecendo a uma ordem legal de herdeiros. Isso pode gerar disputas e processos prolongados.
Para o presidente do CNB/MG, Victor Moraes, o testamento é uma ferramenta que assegura que a vontade do autor seja respeitada, evitando conflitos familiares e trazendo segurança jurídica.
Em Minas Gerais, o documento pode ser feito presencialmente em Cartório de Notas ou de forma digital pela plataforma e-Notariado, com videoconferência e assinatura eletrônica. O crescimento dos registros indica que cada vez mais pessoas têm buscado organizar, em vida, o destino do patrimônio construído ao longo dos anos.

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