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Justiça aprova recuperação judicial do Tupi e clube tenta reorganizar dívidas

A Justiça aprovou o plano de recuperação judicial do Tupi e o clube passa agora a ter um período de proteção contra cobranças enquanto tenta reorganizar a situação financeira. A decisão representa uma nova etapa para o time de Juiz de Fora, que acumula dívidas milionárias e busca alternativas para manter as atividades esportivas.
Com a aprovação, o clube ganha um prazo em que ações de cobrança e execuções ficam suspensas, o que permite reorganizar as contas e negociar com credores. Esse período é considerado essencial para evitar bloqueios e outras medidas que poderiam comprometer o funcionamento do Tupi.
O plano apresentado prevê a venda de bens como principal forma de levantar recursos. Entre os ativos que podem ser negociados está o Estádio Salles de Oliveira, localizado no bairro Santa Terezinha, que aparece como uma das principais fontes para pagamento das dívidas. Até o momento, não há prazo definido para a venda.

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Venda de patrimônio e busca por investidores
Outro ponto central do plano é a criação de uma SAF (Sociedade Anônima do Futebol), modelo que vem sendo adotado por clubes brasileiros para atrair investidores e separar o futebol da parte administrativa tradicional. A ideia é concentrar os ativos do futebol em uma nova estrutura e, com isso, tentar garantir recursos para a continuidade do clube.
Segundo o processo, já existe uma proposta inicial que estabelece um valor mínimo para a entrada de investidores interessados. A intenção é atrair novos parceiros financeiros que possam ajudar na recuperação e dar fôlego ao projeto esportivo do Tupi.
Clube tenta evitar agravamento da crise financeira
A aprovação do plano ocorre em meio a uma situação financeira considerada delicada, com dívidas que giram em torno de R$ 25 milhões. Nos últimos anos, o clube enfrentou dificuldades para manter as contas em dia e passou a depender de novas alternativas para continuar funcionando.
Com a decisão judicial, o Tupi ganha tempo para tentar reorganizar as finanças, mas a recuperação ainda depende diretamente da venda de patrimônio e da entrada de novos investidores. A expectativa agora é de que o clube consiga avançar nas negociações nos próximos meses.
Maria Angélica é estagiária sob supervisão do editor-executivo do Folha JF, Matheus Brum.

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