Justiça dá 10 dias para Prefeitura explicar mau cheiro na região do Vila Ideal
A Justiça determinou que a Prefeitura de Juiz de Fora apresente, em 10 dias, um laudo técnico detalhado sobre o mau cheiro que atinge moradores da região do bairro Vila Ideal e do entorno do Matadouro Municipal. A decisão, assinada nesta quarta-feira (27/11), é da juíza Roberta Araújo de Carvalho Maciel e atende a uma ação popular movida pelo advogado Jonas Nunes. Caso o relatório não seja entregue, a multa prevista é de R$ 50 mil.
A magistrada ordena que o documento identifique “a origem, a natureza e a extensão da poluição odorífera, apontando as fontes emissoras”. A empresa Fripai Distribuidora de Carnes LTDA não é citada na determinação judicial.
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Reclamações de mau cheiro há mais de um mês
Há cerca de um mês, moradores relatam um odor forte na região — descrito como cheiro de “carne queimada e podre”. Segundo as denúncias, o incômodo vem provocando náuseas, dores de cabeça e irritação nasal.
A situação levou ao ajuizamento da ação popular, na qual o autor aponta que o problema estaria relacionado às atividades do Matadouro e da Fripai.
O que diz a Prefeitura
A Prefeitura de Juiz de Fora informou que equipes da Secretaria de Desenvolvimento Urbano com Participação Popular (SEDUPP) fiscalizaram a empresa nos dias 14 e 15 de novembro. Em nota, afirmou ter constatado “potencial odor na via lateral do imóvel”.
A administração municipal explica que, segundo a empresa, o mau cheiro ocorreu devido à liberação de gás sulfídrico, produzido na decomposição de matéria orgânica durante a manutenção da Estação de Tratamento de Efluentes, que passou por troca de equipamentos e ajustes operacionais. Ainda segundo a Fripai, estão sendo usados agentes químicos neutralizantes para reduzir o problema.
A Prefeitura destaca ainda que não foram identificados despejos irregulares em frente ao matadouro e que os resíduos seguem para tratamento antes de serem encaminhados ao Rio Paraibuna, conforme previsto pela licença ambiental.
A Fripai também se comprometeu a apresentar um laudo de eficiência do sistema de tratamento de efluentes. O monitoramento ambiental da empresa, entretanto, é de responsabilidade da Fundação Estadual de Meio Ambiente (FEAM), e a licença da companhia está válida até 2028.
A empresa não quis comentar o caso.