Justiça derruba Vakinha fake criada em nome da Prefeitura de Juiz de Fora
A Justiça determinou que a plataforma Vakinha.com entregue dados sobre uma campanha de arrecadação criada após as enchentes que atingiram Juiz de Fora, no final de fevereiro.
A decisão foi assinada pela juíza Roberta Araújo de Carvalho Maciel, da 1ª Vara da Fazenda Pública, na noite desta terça-feira (10/03). Segundo a Prefeitura, a campanha usava a tragédia das enchentes para pedir doações sem qualquer vínculo oficial com o município, o que levantou suspeita de possível fraude.
Na decisão, a magistrada determinou que a plataforma forneça dados do responsável pela campanha, incluindo informações cadastrais e registros que permitam identificar quem criou a página.
A Prefeitura também pediu à Justiça o bloqueio dos valores arrecadados pela vaquinha e acesso a informações de todas as campanhas da plataforma que mencionassem as enchentes em Juiz de Fora. A Justiça também determinou o bloqueio dos valores arrecadados e proibiu que essa campanha seja republicada no site. A suspeita é que a vaquinha tenha sido criada por uma pessoa que mora na Flórida (EUA), sem qualquer relação com Juiz de Fora e que teria usado o nome da Prefeitura na criação da campanha.
A Justiça entendeu que há indícios suficientes para determinar a identificação do criador da campanha, para esclarecer se houve arrecadação de dinheiro e qual foi o destino dos recursos.
PJF queria dados de todas as campanhas no site Vakinha, mas juiza negou
A PJF também pediu que fossem repassados os dados de todas as pessoas que tenham criado vaquinhas, no site da Vakinha, com o nome Juiz de Fora ou que se relacionem com a tragédia. Contudo, esses pedidos não foram aceitos pela juíza Roberta.