Juiz de Fora segue com a tarifa do transporte coletivo em R$ 3,75
A tarifa do transporte coletivo de Juiz de Fora permanece em R$ 3,75 desde 2019, sem qualquer reajuste ao longo dos últimos seis anos. O valor, hoje um dos mais baixos entre cidades de médio porte no Brasil, tem sido mantido graças a um crescimento do subsídio pago pela Prefeitura às empresas que gerem o transporte coletivo.
Se, por um lado, a política evita que o custo recaia diretamente sobre o usuário, por outro, amplia de forma significativa o impacto nas contas públicas, com valores que mais que quadruplicaram em poucos anos.
Subsídio cresce em quatro anos
Os números mostram uma escalada clara do gasto público para manter a tarifa congelada:
2021: R$ 14,7 milhões
2022: R$ 30,7 milhões
2023: R$ 43,7 milhões
2024: R$ 150,6 milhões
2025: R$ 128 milhões
Em apenas três anos, o subsídio cresceu, refletindo o aumento dos custos do sistema — como combustível, peças, mão de obra e manutenção — sem repasse direto ao valor pago pelo passageiro.
Quanto já foi gasto em 2025
Em 2025, os repasses seguem elevados. Levantamento feito a partir das publicações nos Atos de Governo (Diário Oficial do Município) aponta os seguintes pagamentos ao longo do ano:
13/01: R$ 3,5 milhões
13/01: R$ 12,5 milhões
05/02: R$ 14 milhões
27/02: R$ 10 milhões
03/04: R$ 10 milhões
26/04: R$ 7 milhões
06/05: R$ 3 milhões
14/05: R$ 10 milhões
20/06: R$ 7 milhões
04/07: R$ 5 milhões
19/07: R$ 2,5 milhões
07/08: R$ 10 milhões
04/09: R$ 10 milhões
07/10: R$ 8,5 milhões
08/10: R$ 1,5 milhão
11/11: R$ 3,5 milhões
04/12: R$ 10 milhões
Subsídio existe em todo o Brasil — mas tarifa do transporte coletivo sobe
É importante destacar que o subsídio ao transporte coletivo não é exclusividade de Juiz de Fora. Grandes cidades brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba, também destinam bilhões de reais por ano para sustentar seus sistemas de ônibus.
A diferença é que, mesmo com subsídios elevados, essas cidades continuam reajustando o valor da tarifa periodicamente. Ou seja, o passageiro paga mais caro e, ainda assim, o poder público complementa o custo da operação.