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MP pede afastamento de Dudinha e familiares da gestão do Sport Club Juiz de Fora

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ingressou com pedido de afastamento do presidente do Sport Club Juiz de Fora, João Pereira de Almeira (Dudinha), além de sua filha, Bruna Taymara, que ocupa o cargo de tesoureira, e da neta, Yasmin Costa, assistente de tesouraria. O diretor financeiro e de RH, Rodrigo de Souza Dias Melo, também foi incluído na ação. A promotoria investiga supostas irregularidades cometidas na administração do clube desde 2022.
Segundo o Ministério Público, uma organização comandada pelo presidente estaria praticando ilícitos dentro da instituição. Entre as acusações, o órgão aponta o desvio de mais de R$ 110 mil destinados pela Prefeitura de Juiz de Fora para utilização do clube como ponto de vacinação contra a Covid-19.
Além disso, a investigação aponta omissão de receitas provenientes da sauna, do estacionamento e da venda do jogador Gregory. Há ainda indícios de apropriação indébita de INSS e sonegação fiscal. O MP afirma também que Dudinha teria atrapalhado as apurações ao afastar o presidente do Conselho Fiscal, que colaborava com a promotoria, além de pressionar pela aprovação supostamente fraudulenta das contas de 2023.

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Defesa de Dudinha
Em contato com a reportagem, o presidente do Sport Club Juiz de Fora negou qualquer irregularidade.
“Não há nada ilícito em minha gestão. Todos os documentos pedidos pela promotoria foram entregues para a análise da Justiça. Estou tranquilo e ciente de que trabalho com uma conduta lícita e correta dentro do clube”, disse.
Dudinha acrescentou que assumiu a presidência em um momento de crise.
“Assumi o Sport em uma condição difícil, com muitas dívidas, sem dinheiro para pagar os funcionários e bloqueios na Justiça. Na minha gestão, consegui reverter o quadro financeiro, retomei com o futebol e não deixei que o clube fosse vendido”, afirmou.
O dirigente finalizou dizendo que acredita na imparcialidade da Justiça
“Acredito na Justiça e que o Judiciário dará o veredicto certo ao analisar a denúncia e os documentos enviados pelo clube”.
Defesa de Rodrigo de Souza Dias Melo
O diretor financeiro e de RH, Rodrigo de Souza Dias Melo, também se manifestou sobre o caso. Em nota, ele afirmou:
“Em um cenário onde a lisura e a transparência são premissas inegociáveis, reafirmo minha irrestrita confiança na atuação imparcial e justa do Poder Judiciário. Acredito firmemente que a verdade prevalecerá e que a justiça será feita após a análise cuidadosa e objetiva de todos os fatos”.
Rodrigo destacou ainda sua inocência.
“Declaro, de forma inequívoca, minha inocência em relação às graves acusações que indevidamente me são imputadas. Coloco-me à inteira disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e apresentar as provas que atestam minha conduta ética e profissional. Minha trajetória no Sport Club Juiz de Fora é pautada pela dedicação e pelo compromisso com a gestão responsável”, disse.

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