Mulher é agredida pelo ex e depois seguida até bloco de carnaval em Juiz de Fora
Um caso registrado durante um bloco de carnaval nesta quinta, 05, acendeu um alerta importante para o Carnaval de Juiz de Fora: mulheres que sofrerem importunação, intimidação ou qualquer tipo de violência devem procurar imediatamente os pontos de apoio e acionar as autoridades.
Segundo o registro policial, a vítima relatou estar sendo intimidada e constrangida pelo ex-namorado durante o desfile. Ela contou que, horas antes, havia ido ao apartamento do homem após receber uma ligação em que ele aparentava estar sob efeito de medicamentos. No local, o autor se exaltou e colocou a mulher para fora do imóvel, arrastando-a pelos pés, o que resultou em escoriações pelo corpo.
Já durante o bloco, o homem foi localizado visivelmente embriagado, com fala desconexa e dificuldade de locomoção, continuando a importunar a vítima em meio ao cortejo. As equipes de segurança foram acionadas e o abordaram durante o percurso. Ao perceber a aproximação da mulher, o autor se exaltou ainda mais e chegou a agredir um militar com chutes, sendo contido com técnicas de controle e algemação.
O homem foi encaminhado ao Hospital de Pronto Socorro de Juiz de Fora e, posteriormente, à Polícia Civil de Minas Gerais para as providências legais.
Carnaval também é cuidado e proteção
O caso reforça a importância de as mulheres não se calarem e buscarem ajuda imediatamente ao menor sinal de violência ou importunação. Durante o Carnaval de Juiz de Fora, há uma atuação integrada entre forças de segurança, Guarda Municipal, serviços de saúde, Prefeitura e movimentos sociais, com atenção especial à proteção das mulheres.
A presença de equipes identificadas, pontos de apoio e agentes treinados faz parte da estratégia para garantir um Carnaval mais seguro.
Procure ajuda e denuncie
Em situações de violência, assédio ou importunação, a orientação é procurar imediatamente um ponto de apoio, agentes de segurança ou equipes de saúde próximas. Denunciar é fundamental para interromper ciclos de violência e garantir proteção.
Carnaval é espaço de alegria, ocupação da cidade e celebração, não de medo. Em Juiz de Fora, os órgãos públicos e os movimentos sociais reforçam: mulheres não estão sozinhas e devem buscar ajuda sempre que necessário.