Discussão sobre o fim da escala 6×1 avança e entra no centro do debate nacional
A discussão sobre o fim da escala 6×1, em que o trabalhador atua seis dias e folga apenas um, ganhou novo fôlego e passou a ocupar o centro do debate político e econômico no país.
Nesta semana, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que a redução da jornada pode resultar em aumento de produtividade e melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores.
A proposta defendida pelo governo prevê a redução das atuais 44 horas semanais para 40 horas, sem corte salarial, com no máximo cinco dias de trabalho e dois de descanso. Segundo o ministro, a mudança deve ocorrer de forma gradual e com medidas de adaptação, especialmente para micro e pequenas empresas.
Produtividade e qualidade de vida no centro da proposta do fim da Escala 6×1
Boulos citou estudos e experiências internacionais para sustentar o argumento. Um levantamento da Fundação Getulio Vargas apontou que empresas brasileiras que reduziram a jornada registraram aumento de receita e maior cumprimento de prazos. Casos como o da Microsoft no Japão e a redução de jornada na Islândia também foram usados como exemplo de ganhos econômicos aliados ao bem-estar dos trabalhadores.
A proposta enfrenta resistência de setores empresariais, que temem aumento de custos, mas o governo defende que a baixa produtividade no Brasil não pode ser atribuída apenas aos trabalhadores. A expectativa é que o tema avance no Congresso ainda neste semestre, com foco na dignidade do trabalho e no desenvolvimento econômico.